Turismo
Nove estados, um bioma: descubra a diversidade do turismo de natureza na Amazônia brasileira
Publicado
13 de julho de 2026, 15:30
A Amazônia ocupa mais da metade do território nacional e se estende por nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Além da floresta, o bioma – o maior do mundo – reúne rios, serras, áreas alagadas, unidades de conservação e territórios indígenas que compõem uma das maiores ofertas de turismo de natureza do país.
De parques nacionais e estaduais a experiências de turismo de base comunitária, os destinos amazônicos oferecem atividades como observação de fauna, trilhas, passeios de barco, montanhismo, banhos de cachoeira e vivências com comunidades tradicionais.
As paisagens e os roteiros variam conforme as características ambientais e culturais de cada estado, ampliando as possibilidades para visitantes interessados em conhecer o bioma.
O Ministério do Turismo reuniu alguns atrativos e destinos, que permitem explorar a diversidade de ecossistemas e as formas de interação entre conservação ambiental, cultura local e turismo na Amazônia.
ACRE
No Parque Nacional da Serra do Divisor, o ponto mais ocidental do Brasil, o turista encontra um verdadeiro refúgio de ecoturismo e biodiversidade amazônica.
Na região do Rio Moa, é possível explorar trilhas na floresta tropical, banhar-se em um circuito de cerca de sete cachoeiras e observar mais de 1.200 espécies de animais, incluindo pássaros raros como a choca-do-acre e macacos endêmicos.
O ponto alto da contemplação fica no mirante da Serra, a 500 metros de altitude, que oferece uma vista panorâmica única para assistir a um dos últimos pôr do sol observados no território brasileiro.
A experiência na região é enriquecida pelo contato direto com as comunidades ribeirinhas e os territórios das etnias indígenas Nawa e Nukini, onde o turista pode ouvir histórias e lendas locais e saborear a gastronomia típica da floresta, com pratos à base de peixes de água doce e frutas regionais.
AMAPÁ
Um dos principais destinos que unem turismo e natureza no estado é o Parque Nacional do Cabo Orange, localizado no extremo norte do país, onde o visitante pode realizar passeios de barco pelos rios e canais da região para observar extensos manguezais, campos alagados e uma rica fauna composta por guarás, garças e outras aves costeiras.
Já no coração do estado, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, considerado uma das maiores áreas contínuas de floresta tropical protegida do mundo, atrai visitantes interessados em expedições pela floresta amazônica, trilhas, cachoeiras, corredeiras e observação da fauna, incluindo espécies como a onça-pintada, a harpia e o macaco-aranha.
Outro destaque é a região de Ferreira Gomes e Porto Grande, banhada pelo Rio Araguari, onde o turista pode aproveitar balneários naturais, navegar por rios de águas cristalinas, praticar pesca esportiva de espécies como o tucunaré e contemplar paisagens típicas da Amazônia preservada.
AMAZONAS
O Parque Nacional de Anavilhanas, em Novo Airão, reúne um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, com centenas de ilhas e canais do Rio Negro, onde o visitante pode navegar por paisagens da floresta preservada, percorrer trilhas e observar botos-cor-de-rosa.
Em Presidente Figueiredo, conhecida como a “Terra das Cachoeiras”, o destaque são as trilhas que levam às quedas d’água, corredeiras e grutas em meio à floresta. Outro atrativo são os passeios pelos rios Negro e Solimões, que incluem caminhadas guiadas, pesca recreativa e a contemplação do Encontro das Águas.
Próxima a Tefé, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é referência em ecoturismo e turismo de base comunitária, oferecendo passeios por igarapés e vivências com comunidades ribeirinhas.
Em São Sebastião do Uatumã, a experiência combina pesca esportiva, turismo sustentável e imersão na floresta, com passeios pela reserva, trilhas, e navegação pelo rio Uatumã.
Durante a temporada do tucunaré, entre agosto e dezembro, o município recebe visitantes do Brasil e do exterior, que também encontram na culinária regional, marcada por pratos à base de peixes amazônicos e pelo tradicional tucumã, um dos destaques da viagem.
MARANHÃO
A Comunidade Tradicional Praia de São Pedro, em Carutapera, localizada na Reserva Extrativista Marinha Arapiranga-Tromaí, oferece um roteiro de turismo de base comunitária que integra natureza, cultura e experiências conduzidas pelos próprios moradores.
Entre os principais atrativos estão as vivências com a pesca artesanal, incluindo o tradicional arrasto de camarão e a confecção de redes de pesca, além de passeios de canoa pelos manguezais e estuários (onde a água doce de um ou mais rios se encontra e se mistura com a água salgada do oceano); observação de aves, como os guarás; e contemplação de praias preservadas, lagos naturais e pôr do sol.
A experiência também valoriza a gastronomia local, com destaque para o tradicional avoado, em que visitantes compartilham peixes e frutos do mar preparados pelos pescadores à beira da praia. O roteiro ainda inclui manifestações culturais, como a Festividade de São Pedro e o Festival de Verão da Praia de São Pedro, fortalecendo a identidade das comunidades tradicionais e promovendo a conservação ambiental por meio do turismo sustentável.
MATO GROSSO
No extremo norte de Mato Grosso, a floresta amazônica ganha força e revela cenários de mata nativa intocada em municípios como Alta Floresta e Paranaíta.
O grande destaque da região são as Torres de Observação do Cristalino, estruturas de aço com até 50 metros de altura que ultrapassam a copa das árvores, permitindo ao visitante observar centenas de espécies de aves e primatas, incluindo o raro macaco-aranha-de-cara-branca.
O roteiro inclui a navegação pelas águas calmas do Rio Cristalino, caminhadas guiadas na Trilha da Castanheira, que leva a uma árvore milenar, e passeios de caiaque para ver o pôr do sol. Já em Paranaíta, o turista pode explorar as formações rochosas do Canyon do Indiscreto no Rio Teles Pires e conhecer sítios arqueológicos com petróglifos antigos gravados nas pedras, consolidando a região como um polo de ecoturismo e aventura na Amazônia mato-grossense.
PARÁ
No Parque Estadual do Utinga, refúgio urbano de biodiversidade amazônica na região metropolitana de Belém, o visitante explora trilhas em meio à floresta, pratica atividades ao ar livre como caminhadas, ciclismo e caiaque, além de observar animais silvestres como bichos-preguiça, macacos e uma rica diversidade de aves amazônicas.
Para quem busca o “Caribe da Amazônia”, Alter do Chão, em Santarém, revela, durante a estação seca, praias sazonais de areia branca e águas cristalinas do Rio Tapajós, como a famosa Ilha do Amor.
O roteiro pode ser ampliado com passeios pelos igapós da Floresta Encantada, trilhas guiadas na Floresta Nacional do Tapajós para contemplar imponentes samaúmas e uma imersão na cultura tapajônica, na gastronomia regional e no carimbó.
Já a Ilha de Marajó, maior arquipélago fluviomarinho do planeta, reúne praias como a do Pesqueiro, experiências de ecoturismo em fazendas tradicionais, observação de guarás, jacarés e búfalos, além da riqueza da cerâmica marajoara e da gastronomia típica, marcada pelo queijo do Marajó, pela carne de búfalo e pelos peixes amazônicos.
RONDÔNIA
Localizada no município de Cacoal, em Rondônia, a Terra Indígena Sete de Setembro abriga o povo Paiter Suruí, cujo nome significa “gente de verdade”.
O território reúne diferentes formações vegetais, como floresta tropical aberta, floresta densa e áreas de transição ecológica, compondo um cenário de grande biodiversidade cortado por rios e igarapés.
Mais do que um destino de visitação, a comunidade oferece uma oportunidade de conhecer experiências de turismo de base comunitária que valorizam a cultura indígena e a conservação ambiental.
No Complexo Yabnaby, os visitantes podem vivenciar aspectos do cotidiano Paiter, participar de trilhas guiadas, conhecer a gastronomia tradicional e compreender como o manejo sustentável da floresta faz parte da identidade do povo. Os Paiter Suruí também se destacam pela produção de café orgânico e pela coleta de castanhas e sementes destinadas à recuperação de áreas degradadas.
RORAIMA
Roraima reúne uma ampla variedade de roteiros voltados ao turismo de natureza, com opções que vão desde trilhas em serras e montanhas até passeios por rios e cachoeiras.
Entre os destinos mais procurados está a Serra do Tepequém, um dos destinos de ecoturismo mais famosos do estado, localizado no município de Amajari, e conhecido por suas cachoeiras e trilhas de diferentes níveis de dificuldade.
A região abriga uma fauna diversificada, com tamanduás, jabutis, araras, gaviões, garças e diversas espécies de aves.
Também no estado, o Monte Roraima é referência para o montanhismo e trekking na América do Sul, famoso por seus imensos paredões rochosos.
Já o Parque Nacional do Viruá, localizado em Caracaraí, é uma unidade de conservação que concentra diferentes ecossistemas e oferece atividades como caminhadas, passeios embarcados e observação da vida silvestre. É um dos principais pontos do Brasil para a observação de aves (birdwatching).
TOCANTINS
A cerca de 260 km de Palmas, o Parque Estadual do Cantão é uma unidade de conservação de aproximadamente 90 mil hectares. Com cerca de 900 lagos, o destino muda com as estações.
Na cheia, barcos navegam entre as copas das árvores da floresta alagada; na seca, surgem praias de areia clara e trilhas. Essa dinâmica torna o Cantão um dos principais destinos de ecoturismo do Tocantins, onde a observação da fauna também é uma das grandes atrações.
Ao longo dos passeios é possível avistar aves de diferentes portes, mamíferos, jacarés e, dependendo da época do ano, botos do Araguaia e tartarugas-da-Amazônia. Navegar pelos lagos e canais, caminhar por praias desertas e percorrer trechos de floresta preservada permite ao visitante conhecer um dos mais importantes mosaicos naturais do Brasil.
Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Turismo
Férias escolares no Centro-Oeste: confira roteiros para curtir em família
Publicado
10 de julho de 2026, 11:00
Com a chegada do período de férias escolares, famílias de todo o país buscam destinos que combinem diversão para as crianças, descanso para os adultos e experiências para todas as idades.
Para transformar essa pausa em memórias inesquecíveis, os brasileiros contam com uma enorme diversidade de atrativos espalhados pelas cinco regiões do país, que reúnem muitas belezas naturais, cultura, lugares históricos e roteiros ligados à natureza que tornam o Brasil um dos destinos mais plurais do mundo.
Começamos nossa jornada pelo Centro-Oeste, uma região marcada pela exuberância do Pantanal e do Cerrado, pelo charme de cidades históricas, pela modernidade da capital federal e por complexos de águas termais perfeitos para os pequenos.
Distrito Federal
A capital do país vai muito além dos monumentos políticos. Brasília é um verdadeiro museu a céu aberto, com parques arborizados e atrações ideais para as crianças.
Atrativos:
– Parque da Cidade: um dos maiores parques urbanos do mundo oferece ciclovias, quadras esportivas, pedalinhos, brinquedos na areia e muito espaço verde para piqueniques, sendo o lugar perfeito para crianças.
– Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): com grandes gramados e jardins, é um espaço seguro e cultural. Durante as férias, sempre traz exposições interativas, oficinas, sessões de cinema e teatro voltadas ao público infantil.
– Planetário de Brasília: é uma verdadeira viagem pelo espaço! As crianças se fascinam com as projeções imersivas na cúpula, que ensinam sobre astronomia, sistema solar e ciência de uma forma lúdica.
– Zoológico de Brasília: abriga uma grande variedade de espécies, com foco na preservação da fauna do Cerrado. O local é muito arborizado, ideal para caminhadas em família.
– Torre de TV: além de oferecer um mirante panorâmico com uma vista espetacular de Brasília, a feira aos pés da torre é ótima para apresentar a culinária regional às crianças e comprar lembrancinhas.
Como chegar:
Quem opta pelo transporte aéreo conta com o Aeroporto Internacional de Brasília, um dos maiores do país, recepcionando voos diretos de diversas cidades brasileiras. Já quem viaja de ônibus conta com a Rodoviária Interestadual, que recebe linhas diretas de quase todas as capitais. Para as famílias que preferem a viagem de carro, os acessos principais são feitos pelas rodovias federais BR-040 (vinda do Sudeste), BR-060 (vinda de Goiás) e BR-020 (vinda do Nordeste).
Goiás
Destino perfeito para quem busca diversão aquática e passeios em vilas históricas cercadas pela natureza.
Atrativos:
– Caldas Novas: cidade com águas termais, repleta de parques aquáticos com infraestrutura completa para bebês, crianças e idosos.
– Pirenópolis: cidade interiorana com casarões coloniais, ruas de pedra e cachoeiras de fácil acesso, ideais para banhos tranquilos em família.
– Chapada dos Veadeiros: para famílias aventureiras com crianças maiores, a Chapada oferece trilhas estruturadas, cachoeiras e mirantes.
Como chegar:
Para desembarcar em Goiás, os aeroportos de Goiânia (GYN) e Brasília (BSB) funcionam como os principais portais de entrada no estado, onde é possível alugar um carro ou contratar traslados para seguir viagem. Para as famílias que optam por ir de carro, os trajetos a partir das capitais são facilitados pelas rodovias BR-060, GO-139 e GO-70. Já para quem prefere o transporte rodoviário, linhas de ônibus conectam as rodoviárias de Goiânia e Brasília diretamente aos principais polos turísticos, como Caldas Novas, Pirenópolis e Alto Paraíso.
Mato Grosso
Para as famílias que amam o contato com a fauna e a flora, o Mato Grosso reserva experiências inesquecíveis que vão desde passeios de barco até o turismo de vivência indígena.
Atrativos:
– Porto Jofre e Cáceres – Pantanal: foco em pescaria esportiva familiar, passeios de barco e observação de animais, como jacarés e onças-pintadas.
– Chapada dos Guimarães: balneários, mirantes de fácil acesso e cachoeiras com poços calmos para banho.
– Bom Jardim – Nobres: águas incrivelmente cristalinas, perfeitas para a prática de flutuação com colete salva-vidas.
– Campo Novo do Parecis: referência em etnoturismo e ecoturismo, permitindo o contato com aldeias indígenas e banhos em rios de águas esmeralda.
Como chegar:
A principal porta de entrada para explorar o Mato Grosso é o Aeroporto Internacional de Cuiabá/Várzea Grande (CGB). A partir da capital, famílias que preferem viajar de ônibus contam com redes intermunicipais partindo da Rodoviária de Cuiabá rumo a destinos como Cáceres, Chapada dos Guimarães e Nobres.
Para quem prefere pegar a estrada de carro, os principais caminhos passam pelas rodovias BR-163 e BR-070, além da rodovia Transpantaneira (MT-060). Já na região do Pantanal (como em Porto Jofre e Cáceres), o transporte fluvial ganha protagonismo: a navegação por rios como o Paraguai e o Cuiabá é a principal via para alcançar as pousadas pantaneiras e os melhores pontos de observação da vida selvagem.
Mato Grosso do Sul
Referência global em sustentabilidade e ecoturismo, o Mato Grosso do Sul é uma verdadeira aula de biologia ao vivo para crianças e adolescentes.
Atrativos:
– Bonito: mundialmente famoso pelas flutuações em rios de águas cristalinas repletos de peixes, visita a grutas e parques ecológicos com estrutura completa para recepcionar famílias.
– Bodoquena: destaca-se pelos belíssimos circuitos de cachoeiras, balneários com poços calmos e passeios de bote em rios transparentes cercados pela mata.
– Miranda: porta de entrada pantaneira perfeita para viver a experiência de safáris fotográficos em caminhões abertos, passeios de chalana e vivência da cultura local.
– Corumbá: ideal para cruzeiros fluviais e passeios de barco pelo Rio Paraguai, além da observação da vida selvagem.
Como chegar:
Para viajar ao Mato Grosso do Sul por via aérea, há a opção de desembarcar diretamente no Aeroporto de Bonito (BYO) ou pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR), de onde é possível seguir em transporte terrestre por cerca de 3h40 até Bonito.
Quem prefere o transporte rodoviário conta com linhas de ônibus que conectam a capital aos principais municípios turísticos do estado. Para as famílias que optam por ir de carro, as rotas passam por rodovias como a BR-262, ligando Campo Grande ao Pantanal, e a MS-178, acesso para Bonito. Além disso, em cidades pantaneiras como Corumbá e Miranda, o transporte por barco ganha destaque pelo Rio Paraguai.
Seja explorando os parques urbanos e os monumentos da capital federal, relaxando nas águas termais goianas ou vivenciando a biodiversidade única das flutuações e safáris do Pantanal e do Cerrado, o coração do Brasil se consolida como uma escolha fantástica para transformar as férias escolares em memórias inesquecíveis.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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