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O que o Vaticano esconde de milhões que o visitam todos os anos

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O Vaticano, frequentemente visto como o centro da fé católica e da liderança papal, guarda muito mais histórias do que a maioria das pessoas imagina. Pequeno em tamanho, mas gigantesco em influência, o Estado mais diminuto do planeta esconde tradições seculares, fatos curiosos e até segredos históricos que escapam aos olhares mais desatentos.

Com apenas 44 hectares de extensão, o Vaticano é menor do que muitos parques urbanos ao redor do mundo. Mas dentro de seus muros, pulsa uma vida única, marcada por costumes rigorosos, arte inestimável e uma estrutura política e diplomática própria, que se mantém firme há quase um século.

Enquanto muitos visitantes se encantam com a grandiosidade da Basílica de São Pedro ou com os afrescos eternos da Capela Sistina, poucos sabem que o Vaticano, por trás de suas aparências majestosas, carrega também regras curiosas, tradições militares de mais de 500 anos e uma história que começou próxima a antigos cemitérios romanos.

Menor país do mundo, mas com moradores espalhados pelo planeta

É difícil acreditar que um território tão pequeno abriga uma organização tão complexa. Com uma população de apenas 673 cidadãos vaticanos, o Vaticano ostenta o título de menor país do mundo, tanto em área quanto em número de habitantes.

Mas o mais curioso é que cerca de 30% dessas pessoas vivem fora de seus limites, exercendo funções diplomáticas em nome da Santa Sé em diversos continentes.

A vida dentro do Vaticano é ainda mais restrita do que parece. Atualmente, contando residentes não cidadãos, o total chega a 882 moradores.

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Embora as ruas do pequeno Estado estejam sempre movimentadas com peregrinos e turistas, a vida cotidiana segue regras rígidas, e um detalhe chama atenção: não existem animais de estimação autorizados por lá, reforçando o caráter quase monástico do local.

Apesar de ser mundialmente famoso há séculos, o Vaticano só conquistou sua plena independência em 1929, com a assinatura do Tratado de Latrão, formalizando sua soberania frente à Itália.

Desde então, o Estado mantém sua bandeira bicolor amarela e branca, adornada pelas chaves de São Pedro e pela Tiara Papal, símbolos de sua autoridade espiritual e temporal.

Guarda Suíça: a tradição que atravessa meio milênio

Quando se fala em segurança papal, a primeira imagem que surge é a dos uniformes coloridos da Guarda Suíça Pontifícia. Criada em 1506 pelo Papa Júlio II, a corporação continua a proteger o Vaticano com a mesma devoção que conquistou sua fama histórica.

Mas o que muitos não sabem é que a guarda é composta exclusivamente por suíços, todos treinados para atuar tanto em cerimônias quanto em situações reais de ameaça.

Hoje, 120 guardas residem dentro dos muros do Vaticano, mantendo viva uma tradição que já atravessou guerras, mudanças políticas e reformas internas da Igreja. Seus trajes, com listras vibrantes em vermelho, azul e amarelo, foram inspirados nas obras renascentistas de Rafael e carregam referências à influente Casa de Médici.

Por trás da aparência pitoresca, porém, esconde-se um rigoroso protocolo militar. Mas nem tudo é só estética: os guardas passam por treinamento de elite, incluindo combate corpo a corpo e táticas de proteção pessoal, para assegurar que o líder da Igreja Católica esteja sempre em segurança.

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O berço de arte e fé que nasceu entre necrópoles romanas

O local onde hoje se ergue o Vaticano já foi, na Antiguidade, uma área pantanosa às margens do Rio Tibre, repleta de vilas e necrópoles — antigos cemitérios romanos.

Mas foi a escolha do imperador Constantino, ao construir uma basílica sobre o túmulo de São Pedro, que transformou aquela região esquecida em um dos centros espirituais mais visitados do mundo.

A Basílica de São Pedro, reconstruída entre os séculos XVI e XVII, tornou-se o maior templo religioso da história, símbolo máximo da fé católica. Mas o esplendor arquitetônico vai além: o Vaticano concentra ainda a famosa Biblioteca Apostólica, os Museus Vaticanos e, claro, a Capela Sistina, imortalizada pelas obras de Michelangelo.

Esse conjunto inestimável de história, arte e espiritualidade fez com que o Vaticano fosse reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1984, reafirmando seu papel como guardião de parte essencial da memória cultural da humanidade.

Enquanto o mundo moderno avança com velocidade, o Vaticano continua a ser um elo fascinante entre o passado e o presente — um lugar onde cada pedra, cada corredor e cada tradição conta uma história que merece ser contada, mas também respeitada.


Fonte: Turismo

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Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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