Tribunal de Justiça de MT

Oficial dos Bombeiros fala sobre ações de combate a incêndios durante Encontro de Sustentabilidade

Publicado

“Não há recursos suficientes para conter incêndios quando o clima não é favorável. Na Europa, incêndios devastam cidades inteiras. Lá eles têm recursos e mesmo assim não conseguem controlar o fogo. Então buscamos ampliar a conscientização.” Esta foi a afirmação do diretor operacional-adjunto, tenente-coronel do CBM-MT, Rafael Ribeiro Marcondes, durante participação no “Painel do Fogo”, realizado no IX Encontro de Sustentabilidade e o I Seminário de Mudanças Climáticas. O evento contou com a parceria da Energisa e TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Cuiabá.  
 
O evento realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Núcleo de Sustentabilidade, ocorreu nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Cuiabá, com transmissão pela plataforma Microsoft Teams.  
 
O painel foi realizado em formato de bate-papo entre o oficial bombeiro militar e o consultor de Comunicação da Energisa, Jorge Sírio. Eles conversaram sobre o trabalho realizado pelos bombeiros militares no estado, durante um dos piores períodos de estiagem dos últimos 40 anos na bacia do Rio Paraguai, região sul do estado.
 
O tenente-coronel explicou como funciona o Planejamento Anual de Operações do CBM-MT e fez um panorama das ações de prevenção e combate aos incêndios registrados no Estado em 2024.
 
Mato Grosso tem território de 903 mil quilômetros quadrados e abriga três biomas: Cerrado, Amazônia e Pantanal. A estiagem prolongada, já registrada como uma das piores dos últimos 40 anos, agravou a situação das queimadas este ano.
 
Marcondes afirmou que a maioria dos focos de incêndio registrados no estado, de janeiro a agosto, foi provocada pela ação humana intencional para aumento ou limpeza de áreas. E como a situação climática agrava ainda mais a situação, a informação e conscientização das pessoas são primordiais.
 
O CBM-MT conta, atualmente, com o reforço de equipes da Força Nacional e dos Bombeiros Militares de Santa Catarina. Tem cerca de 1.300 militares e destes, 1.063 são mobilizados no período crítico.
 
As Terras Indígenas ocupam 14% do território mato-grossense e, apesar de serem responsabilidade do governo federal e por isso, não fazerem parte do Planejamento Anual do Corpo de Bombeiros Estadual, a corporação realiza ações de apoio como capacitação de brigadistas e trabalhos de conscientização das comunidades.
 
O Planejamento Anual é cíclico e contínuo, quando um ciclo termina, outro se inicia. Atualmente, o CBM-MT é a única corporação no país a fazer a fiscalização, perícia, autuação e aplicação de multas aos responsáveis pelas queimadas. No estado, somente o CBM pode autuar o uso irregular do fogo.
 
Operação Pantanal – Historicamente, setembro é o pior mês da temporada de incêndios, que começa em meados de julho e termina em outubro. Este ano, com o prolongamento da estiagem, o mês mais quente será outubro. Por isso, o governo estadual adiantou o início da operação. Já são 107 dias de operação no bioma, com um efetivo de 296 pessoas, 57 bombeiros militares.
 
Marcondes salientou que, para o trabalho do CBM-MT ser efetivo é imprescindível a integração de diversas entidades, órgãos públicos e demais atores da sociedade. Ele citou como exemplos a Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT), Defesa Civil, INPE, Assembleia Legislativa, UFMT, prefeituras, associações e sindicatos rurais. 
 
Ele citou também o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio dos Juizados Especializados do Meio Ambiente (Juvam), de projetos e destinação de recursos, e das Polícias Civil e Técnica, que auxiliam durante as fiscalizações, porque além do fogo irregular, outros crimes ambientais estão sempre associados.
 
Queimadas em Mato Grosso – O mês de setembro de 2024 terminou com alta de 373% nos focos de incêndio em Mato Grosso, conforme dados do painel de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Neste ano, foram 19,9 mil focos de fogo contra 4,2 mil registrados no mesmo período do ano passado.
 
Conforme o monitoramento, o bioma Amazônia liderou o número de focos de incêndio com 9.464 registros, seguido do Cerrado, com 8.560 queimadas, e Pantanal, com 1.940 focos. 
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: mostra o palco do auditório com os dois participantes. Eles estão sentados em cadeiras, cada um de um lado do palco, onde se vê samambaias, um tapete vermelho e o telão onde se lê: Corpo de Bombeiros Militar – Medidas Preventivas e Combate a Incêndios: Pantanal. Foto 2: O painel mostra o tenente-coronel Marcondes, uniformizado, sentado numa cadeira e falando ao microfone. Atrás dele está o telão que mostra o mapa de Mato Grosso, dividido nos três biomas.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia mais:  Desembargador Lídio Modesto da Silva Filho é o 35º entrevistado do Por Dentro da Magistratura

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Famílias garantem reconhecimento de paternidade durante Expedição Justiça Sem Fronteiras

Publicado

Duas atendentes da Defensoria Pública de Mato Grosso, sentadas à mesa, conversam com um homem, uma mulher e uma criança, vistos de costas. Notebooks e garrafas de água estão sobre a mesa.Entre os diversos atendimentos realizados pela segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, um serviço teve significado especial para duas famílias atendidas pela iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT): o reconhecimento de paternidade.

Uma das histórias é a do pequeno Isaac, de 4 anos. Os pais Francineide Javali e Guilherme de Paula aproveitaram a passagem da expedição pela comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá), para regularizar a situação do filho.

Casal indígena de costas, segurando as mãos de uma criança pequena, olha para trás. Ao fundo, um grande arbusto verde com flores rosas. Ambiente ao ar livre.Segundo Francineide, a distância até os centros urbanos e os custos com deslocamento dificultavam a realização do procedimento. “A gente mora em outra comunidade e só tem moto. Seria muito difícil levar uma criança para resolver isso na cidade, além dos gastos com transporte, alimentação e outras despesas. Aqui conseguimos resolver tudo de forma rápida”, contou.

Ela explica que o reconhecimento dependia da regularização dos documentos do pai da criança. Assim que a situação foi resolvida, a família aproveitou a passagem da expedição para concluir o processo. “Fomos muito bem atendidos e conseguimos resolver tudo rapidamente. Para nós foi uma grande facilidade”, reforçou.

Leia mais:  Corregedoria inicia organização para III Semana Nacional da Regularização Tributária

Para Guilherme, o atendimento próximo de casa fez toda a diferença. “Se fosse para resolver na cidade seria muito mais difícil e mais caro. Aqui foi mais fácil para nós e para o nosso filho”, disse.

Um sobrenome aguardado por 22 anos

Outra história marcada pelo reconhecimento de paternidade foi a de Angélica Poiche Parabá, de 22 anos, moradora da comunidade Nova Fortuna.

Três pessoas indígenas em pé: à esquerda, uma mulher de blusa preta; ao centro, uma mulher de rosa segurando papéis; à direita, um homem de camisa azul e boné. Ao fundo, um banner Após mais de duas décadas, ela conseguiu incluir oficialmente o nome do pai em sua certidão de nascimento. Emocionada, Angélica contou que conviveu durante toda a vida com a ausência do registro paterno, embora nunca tenha deixado de reconhecer o pai como parte de sua história.

“Quando eu era criança, algumas pessoas falavam que eu era uma menina sem pai. Mas dentro do meu coração eu sempre tive meu pai. Hoje sou muito grata a Deus porque consegui colocar o nome dele na minha certidão”, afirmou.

Para ela, a conquista vai além da questão documental. “É muito mais do que um sobrenome. Estou muito feliz por tudo ter dado certo”, acrescentou.

Leia mais:  Corregedoria lança cadastro virtual e amplia apadrinhamento de acolhidos para todas as comarcas  

Expedição Justiça Sem Fronteiras

Homem sorridente de óculos, barba grisalha, boné bege e camiseta verde escrito Realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica, documentação e acesso a direitos a comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.

Coordenador estadual da Justiça Comunitária, o juiz José Antonio Bezerra Filho destaca que histórias como as de Isaac e Angélica demonstram o alcance social da iniciativa. “Quando vemos direitos sendo garantidos e situações sendo resolvidas, temos a certeza de que todo esforço vale a pena. Quem participa da expedição sai renovado pela experiência de poder contribuir com a vida das pessoas”, ressaltou.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana