Mato Grosso

Oficinas de aquarela usam a arte para promover inclusão e autonomia no tratamento

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O projeto “Descobrindo a Aquarela” oferece oficinas semanais de pintura no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e na Clínica Anjo Azul da Associação de Amigos dos Autistas (AMA), em Primavera do Leste. Voltadas a crianças a partir de 10 anos, adolescentes e adultos, as atividades promovem a imersão na técnica da aquarela como ferramenta de expressão pessoal, inclusão social e bem-estar, em sessões que começaram na primeira semana de fevereiro de 2026. A iniciativa é conduzida pela artista multiplataforma Beatriz Rodriguez.

Segundo Beatriz, a oficina foi adaptada com foco na acessibilidade. “Eu já havia executado o ‘Descobrindo a Aquarela’ duas vezes para o público em geral, quando em conversa com a enfermeira Nélida Peaguda, que identificou na aquarela um caminho de expressão e acolhimento por meio da arte, uma possibilidade de atividade artística para os pacientes do CAPS. Com isso, adaptamos a proposta e ampliamos o projeto também para o AMA, estruturando as oficinas com foco na acessibilidade”, explica. Para fortalecer esse processo, contamos com a assessoria pedagógica da médica Paula Gotelip, profissional reconhecida nacionalmente na área.


De acordo com Paula, é importante compreender a acessibilidade como cultura do acesso. “Todas as pessoas e todos os corpos têm direito à cultura, à arte, ao lazer e à educação. No campo artístico, o mais comum é o acesso ser pensado depois que o projeto está pronto: cria-se o espetáculo, a oficina ou a exposição e, só então, tenta-se ‘adaptar’.

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Em ‘Descobrindo a Aquarela’, não se trata de adaptação. A estrutura é pensada desde o início para acolher diferentes formas de presença, percepção e participação. “A Beatriz traz sua experiência com corpos típicos; eu contribuo com outra perspectiva, situada, porque sou uma pessoa com deficiência e percebo o mundo a partir dessa condição. Esse encontro não ‘corrige’ nada: ele desloca a própria ideia de experiência estética”, destaca Paula.

Para a diretora-geral da Clínica Anjo Azul (AMA), Renata M. M. Polato, receber um projeto de artes visuais como “Descobrindo a Aquarela” na rotina dos aprendizes é de suma importância. “A arte contribui diretamente para o desenvolvimento da criatividade, da sensibilidade e da expressão. Essas vivências enriquecem o cotidiano, respeitam a individualidade de cada aprendiz e fortalecem a educação de forma sensível, humana e transformadora.”


As oficineiras Beatriz Rodriguez e Ana Dorst conduzirão oito encontros em cada instituição, com atividades práticas. Ao final de dois meses, o projeto promoverá uma exposição interna em cada local, com apresentação de obras criadas pelos participantes ao longo das oficinas. Para ampliar o alcance ao público externo, a exposição também será disponibilizada online, por meio do Instagram @descobrindoaaquarela.

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Segundo a coordenadora do CAPS, Karielle Teixeira, as atividades em grupo são estruturantes no processo terapêutico dos pacientes atendidos. “Receber um projeto como o ‘Descobrindo a Aquarela’ é um privilégio, pois ele se encaixa perfeitamente na forma de trabalho do CAPS. Houve grande interesse desde o início das inscrições, e os feedbacks têm sido muito positivos, inclusive com demandas por continuidade e novas edições do projeto para alcançar ainda mais pessoas”.


Após a finalização das aulas, os conhecimentos adquiridos continuarão gerando impacto nas instituições. Em ambas, as professoras responsáveis pelas aulas de artes estão se capacitando por meio da oficina e receberão kits com tintas, pincéis e papéis para dar continuidade às atividades em aquarela com os alunos atuais e futuros.

Viver Cultura

O edital Viver Cultura, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) Ciclo I, foi executado inicialmente pela Secel-MT para contemplar 100 projetos, sendo R$ 73 mil cada, com investimento total de R$ 73 milhões. Com a suplementação de recursos de aproximadamente R$ 1,9 milhão para mais 27 projetos, foram contemplados 127 projetos, com recursos superiores a R$ 9,2 milhões.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sejus promove ação de acolhimento a filhos e netos de mulheres custodiadas na Penitenciária Feminina

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A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) promoveu, neste sábado (10.10), uma ação especial pelo Dia das Crianças na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A iniciativa contou com a entrega de lanches e kits com doces e guloseimas às crianças que visitaram suas mães e avós custodiadas na unidade.

A ação teve como objetivo fortalecer os vínculos familiares e proporcionar um momento de acolhimento às crianças durante as visitas às familiares privadas de liberdade.


Foto: Keuri Lopes – Sejus MT

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, destacou que a iniciativa busca amenizar os impactos que o contexto prisional pode provocar nas experiências e nas memórias das crianças.

“Realizamos aqui na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May uma ação em alusão ao Dia das Crianças. Como forma de fortalecer os vínculos familiares, fizemos o acolhimento de filhos e netos das mulheres custodiadas. Não como forma de romantizar o cárcere, mas sim de tentar atenuar os efeitos negativos que essas circunstâncias podem causar na construção de memórias dessas crianças. A Sejus, além do dever institucional, tem compromisso com a responsabilidade social”, afirmou.

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A coordenadora da Educação da Penitenciária, Margaret Anderson de Oliveira, ressaltou a preparação da equipe para proporcionar um momento especial de convivência entre as mulheres custodiadas e seus familiares. Segundo ela, algumas mães estavam há anos sem contato presencial com os filhos.

“É uma ação social em que organizamos carinhosamente esse momento da mãe com os seus filhos. Temos mães que não veem os seus filhos há quatro ou oito anos, e esse é o momento desse acolhimento com as nossas pessoas privadas de liberdade e seus filhos. Organizamos antecipadamente com a assistente social, direção, educação e todos os envolvidos nessa ação social”, explicou.

Margaret também destacou que a programação da unidade inclui outras atividades ao longo de outubro, como ações relacionadas à campanha Outubro Rosa, com iniciativas diferenciadas a cada semana para as mulheres custodiadas.
Foto: Keuri Lopes – Sejus MT

Uma das participantes da ação, a pessoa privada de liberdade M. S. de A., relatou a emoção de reencontrar os filhos após oito anos sem vê-los.

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“Já faz oito anos que estou aqui e hoje é a primeira vez que vejo eles depois de todos esses anos. Eu estou muito feliz. Hoje, por estar trabalhando na oficina de costura, graças a Deus, tenho como dar presentes para eles”, declarou.

Além de proporcionar um momento de convivência familiar, a iniciativa reforça a importância de ações de responsabilidade social no ambiente prisional, com atenção aos vínculos afetivos e aos impactos do encarceramento sobre as famílias das mulheres custodiadas.

Fonte: Governo MT – MT

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