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Onda de frio ameaça pomares de laranja na Flórida e preocupa o setor citrícola

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O estado da Flórida (EUA) enfrenta uma forte onda de frio desde o fim de janeiro e início de fevereiro, o que tem gerado grande preocupação entre produtores e especialistas do setor citrícola. De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as temperaturas extremamente baixas podem agravar ainda mais a limitada produção de laranja da região, uma das mais importantes do mundo.

Frio intenso pode causar danos severos aos pomares

Segundo o Cepea, quando as temperaturas permanecem abaixo do ponto de congelamento por mais de quatro horas, há risco elevado de danos severos às árvores cítricas. O frio pode afetar as células do tronco e dos galhos, além de comprometer folhas e frutos, o que impacta diretamente a produtividade e a qualidade da safra.

A preocupação é ainda maior devido à vulnerabilidade atual da citricultura da Flórida, que já vem enfrentando quedas de produção nos últimos anos por fatores climáticos e fitossanitários.

Produtores recorrem a medidas emergenciais

Para tentar conter os prejuízos, produtores locais adotaram estratégias de proteção contra o frio, como a irrigação por aspersão, que forma uma camada de gelo protetora sobre as plantas, e o uso de aquecedores nas lavouras.

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No entanto, conforme apontam os pesquisadores, a eficácia dessas técnicas é limitada quando o frio intenso se prolonga por muitas horas ou dias consecutivos. Em situações extremas, o impacto pode ser inevitável, mesmo com o uso dessas medidas.

Temperaturas começam a subir, mas efeitos ainda são incertos

Nesta semana, o clima começou a apresentar elevação nas temperaturas, e a chegada de uma nova frente fria com chuvas deve modificar o cenário nos próximos dias.

Ainda assim, os especialistas do Cepea alertam que os reais impactos sobre os pomares só poderão ser avaliados com o passar do tempo, à medida que os produtores verificarem os danos nas plantações.

Produção de laranja pode ser ainda mais afetada

A citricultura da Flórida, já em queda nos últimos anos, pode enfrentar novas perdas de produtividade caso os danos se confirmem. O estado é o segundo maior produtor mundial de laranja, atrás apenas do Brasil, e qualquer impacto significativo tende a refletir nos preços e no abastecimento global de suco de laranja.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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