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Operação Mute usa tecnologia para bloquear comunicação criminosa em presídios de todo o País

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Brasília, 18/3/2025 – A Operação Mute, considerada uma das maiores do Brasil na área penal, foi deflagrada na segunda-feira (16). Em sua 10ª edição, a iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), é realizada em conjunto com a Polícia Federal e as polícias penais dos estados e do Distrito Federal. O principal objetivo é combater comunicações ilícitas utilizadas por organizações criminosas a partir do sistema prisional. 

Nesta fase, a ação incorpora tecnologias avançadas de inteligência, como equipamentos táticos de revista eletrônica, georadar de penetração no solo e kits portáteis de varredura (TTK). Os recursos são utilizados nas inspeções realizadas nas unidades prisionais e representam investimento superior a R$ 59 milhões pela Senappen, com foco no fortalecimento da segurança pública e no aumento da eficiência das operações. 

 A Operação Mute é executada simultaneamente em presídios de todo o País. A ação fortalece a integração entre União, estados e Distrito Federal no combate ao crime organizado. Nas nove fases anteriores, foram apreendidos 7.542 celulares em unidades prisionais. Ao todo, 35.056 policiais penais participaram das ações e realizaram inspeções em 34.837 celas. 

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Diligências 

Durante as operações, são realizadas revistas simultâneas em celas e pavilhões, com o intuito de localizar e apreender materiais ilícitos que entram de forma irregular e são utilizados para a prática de crimes fora do sistema prisional. 

As atividades envolvem planejamento estratégico, uso de tecnologia avançada, ações de inteligência e atuação coordenada das equipes, com observância dos princípios legais, da proporcionalidade e da segurança da informação. A iniciativa reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a segurança da sociedade, a organização do sistema prisional e o reconhecimento do trabalho dos policiais penais. 

Operação Mute 

Desde sua criação, em 2023, a Operação Mute tem se consolidado como estratégia relevante no enfrentamento ao crime organizado. Além da apreensão de itens ilegais, a ação amplia a presença do Estado nas unidades prisionais e contribui para reduzir a criminalidade, ao interromper comunicações ilícitas e dificultar a articulação de grupos criminosos. A ação também promove a padronização de procedimentos de revista, aumentando o controle e a fiscalização. 

Coordenada pela Senappen, por meio da Diretoria de Inteligência Penal (Dipen), a Operação Mute é uma iniciativa estratégica voltada à retirada de celulares dos presídios, que visa enfraquecer a atuação de organizações criminosas e contribuir para a redução dos índices de criminalidade. 

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A iniciativa ocorre de forma simultânea em todo o País, com base em atividades de inteligência que orientam revistas direcionadas ao combate a comunicações ilegais no interior das unidades prisionais. 

*(Com informações da Senappen)  

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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