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Paraná avança no plantio da safra de verão com milho e batata; soja, tabaco, frango e bovinos também se destacam

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Milho lidera o plantio da safra 2025/26

Os produtores paranaenses já iniciaram o plantio da safra de verão 2025/26, com destaque para o milho e a batata, de acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral). Até o momento, foram semeados aproximadamente 29 mil hectares de milho, o que representa 9% da área total prevista de 314 mil hectares.

A região de Ponta Grossa concentra a maior parte desse avanço, com 21 mil hectares plantados, equivalente a 23% da área estadual destinada ao milho (72,2 mil hectares). Em seguida vem Guarapuava, com 15% da área, o que corresponde a 47,6 mil hectares. A estimativa é de 3,2 milhões de toneladas colhidas neste primeiro ciclo.

Batata tem ritmo mais lento de plantio

A batata de primeira safra já ocupa 3,5 mil hectares (22%) da área total estimada de 16,3 mil hectares. O percentual, porém, é inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o plantio já havia atingido 35%. A condição mais firme do solo, resultado da seca, retardou a semeadura.

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As principais regiões produtoras são Curitiba (39%), Guarapuava (23%) e Ponta Grossa (13%). A previsão é de 517,1 mil toneladas, volume 11% menor do que as 584,2 mil toneladas colhidas em 2024.

Soja inicia semeadura em áreas autorizadas

A soja, após o vazio sanitário, está autorizada a ser plantada, mas por enquanto apenas em algumas regiões. O plantio emergente ocorre na Região 2, que inclui Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste. Nas demais áreas, a liberação deve ocorrer ao longo de setembro.

Tabaco pode alcançar área recorde no estado

A expectativa para o tabaco é de uma área plantada de 85,3 mil hectares, a maior já registrada no Paraná. A cultura, fundamental para a renda de pequenas propriedades, sobretudo no Sudeste do estado, pode alcançar 217,5 mil toneladas na safra, superando o recorde anterior de 195,1 mil toneladas.

Exportações de frango recuam com impacto da gripe aviária

Entre janeiro e julho de 2025, as exportações brasileiras de frango somaram US$ 5,472 bilhões, alta de 0,9% em relação a 2024. Em volume, houve retração de 2,3%, caindo de 2,975 milhões para 2,906 milhões de toneladas.

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No Paraná, maior exportador do país, a queda foi mais acentuada: -5,7% em volume, de 1,262 milhão para 1,189 milhão de toneladas. A arrecadação também caiu 4%, passando de US$ 2,272 bilhões para US$ 2,181 bilhões. O recuo é atribuído, principalmente, aos embargos internacionais após o registro de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul em maio.

Boi gordo encerra agosto em alta

No mercado pecuário, a arroba bovina valorizou 5,49% em agosto, fechando o mês a R$ 310,50, segundo o Cepea/Esalq-USP. A baixa oferta de animais sustentou a alta nos preços.

As exportações seguem firmes, com recorde de 310 mil toneladas de carne bovina embarcadas em julho. No mercado interno, os consumidores sentiram aumento nos preços da maioria dos cortes. Apenas a alcatra sem osso caiu de R$ 53,45 para R$ 52,50/kg e o contrafilé com osso de R$ 45,88 para R$ 43,37/kg. Os demais cortes tiveram alta entre 1,7% e 4,3%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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