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Paranavaí lidera produção de frutas no Paraná em 2024, aponta Deral

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O Núcleo Regional (NR) de Paranavaí se destacou como o principal produtor de frutas do Paraná em 2024, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O levantamento avaliou o Valor Bruto da Produção (VBP), a área cultivada e os volumes colhidos.

A Seab possui uma estrutura descentralizada com 23 Núcleos Regionais, responsáveis por ações técnicas e administrativas. O estudo do Deral concentrou-se nos cinco principais núcleos frutícolas: Paranavaí, Curitiba, Jacarezinho, Maringá e Cornélio Procópio, que juntos representam 59,2% da área cultivada, 67,6% da produção e 65,7% do VBP estadual, que totalizou R$ 3,9 bilhões, oriundos de 53,8 mil hectares e 1,3 milhão de toneladas produzidas.

Paranavaí: laranja impulsiona a fruticultura regional

No núcleo de Paranavaí, a laranja é a principal cultura, representando 56,8% do VBP estadual e 48,8% da área de pomares cítricos. Dentro do próprio núcleo, a fruta responde por 95% a 97% da área, produção e VBP local, com 410,9 mil toneladas produzidas em 10,2 mil hectares e renda bruta de R$ 763,4 milhões.

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Diversificação fortalece Curitiba

A região de Curitiba registrou R$ 572,6 milhões em VBP em 2024. O Deral destaca que a força do núcleo está na diversificação de espécies, com o morango e a tangerina respondendo por 70% do VBP, totalizando 150,9 mil toneladas produzidas em 8,8 mil hectares.

Norte Pioneiro: Jacarezinho e Cornélio Procópio em destaque

As regiões do Norte Pioneiro ocupam o terceiro e quinto lugares no ranking estadual.

  • Jacarezinho: A goiaba e o morango são responsáveis por 78,1% dos R$ 552 milhões do VBP, com 85,5 mil toneladas produzidas em 3,4 mil hectares.
  • Cornélio Procópio: A laranja e a uva respondem por 64,3% das receitas, com R$ 323,5 milhões gerados em 4,4 mil hectares, totalizando 123,2 mil toneladas colhidas.
Maringá: laranja e uva dominam produção

O núcleo de Maringá ficou na quarta posição estadual, com 5 mil hectares cultivados, 146,8 mil toneladas colhidas e VBP de R$ 391,5 milhões. Laranja e uva predominam, representando 84,1% das receitas brutas e 89,6% dos volumes produzidos.

Valor agregado das frutas determina receita

O Deral ressalta que, ao analisar os núcleos, o valor de mercado das frutas é determinante para o VBP. Mesmo áreas menores podem gerar receitas substanciais, movimentando significativamente a economia rural do Paraná.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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