Turismo

Paraty recebe I Manga Festival com atividades interativas para o público

Publicado

Centro Histórico de Paraty
Guilherme Gabrielli/Unsplash

Centro Histórico de Paraty

O Instituto Manga, organização aberta recentemente na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, abrirá na próxima sexta-feira (29) para o  I Manga Festival . A atração trará a mostra “Territorialidades Daqui” , além de outras atividades para o público. 

O intuito do Instituto é ser um ativador do território através da inovação sociocultural e tecnológica para o desenvolvimento regenerativo do bairro da Ilha das Cobras e do Parque da Mangueira. Dentre as atividades, terão: exposição fotográfica, cortejo, contação de histórias, oficinas de grafitti, skate, pipa, biscoitos e outras atividades.

O Festival acontecerá na Rua Leonides Lengrubiler de Azevedo, na sede do Instituto. Além das atividades, a mostra “Territorialidades Daqui” visa publicizar a identificação de um fluxo cartográfico de representações dos saberes e fazeres da cultura tradicional nos bairros da Ilha das Cobras e do Parque da Mangueira. Dessa maneira, conseguir colaborar na preservação da memória coletiva, na ancestralidade e importância.

Veja a programação

Abertura 

  • 9:30: Cortejo com o Grupo de Estudos Mulheres Cirandeiras de Paraty
    Local: Saída do IHAP – Largo Santa Rita até a Rua Leonides Lengrubiler de Azevedo – Mangueira;
  • 11:00: Abertura da exposição fotográfica “Territorialidades Daqui”
    Local: Rua Leonides Lengrubiler de Azevedo – Mangueira.
    Com participação do poeta Flávio Araújo
  • 12:00: Início das atividades no centro poliesportivo
Leia mais:  Niterói: Parque da Cidade entrega a melhor vista do Rio

Expositores: 13h às 17h – Centro Poliesportivo da Mangueira

  • AME – Associação de Mães da Equoterapia – Contando nossas histórias;
  • Artesã Vanda com Art Caiçara Decora: Apresentação das peças e do seu passo a passo e as oportunidades do artesanato local;
  • Artesã Seidimar com SeidyArtes – Apresentação das peças e do seu passo a passo e as oportunidades do artesanato local;
  • Exposição de livros para leitura – Secretaria de Cultura;
  • Associação de moradores do Parque da Mangueira – Realizações da associação;

Oficinas e atividades educativas: 13h às 17h – Centro Poliesportivo da Mangueira

  • 7h plantio de mudas no leito do Matheus Nunes – Projeto Carbono Vivo;
  • 14h Oficina de Skate – Liberdade de Surfar;
  • 14h Oficina de Grafitti – Liberdade de Surfar;
  • 14h Oficina de Obstáculo – Liberdade de Surfar;
  • 14h Oficina de biscoito – Secretaria Cultura;
  • 14:30h MOVCEU com Realidade virtual – óculos 3D – Secretaria de cultura;
  • 14:30h Pintura facial – Secretaria de cultural;
  • 13h Mediação e Contação de história – Educativo Flip;
  • 13h Oficina e festival de pipa – Associação de Moradores do Parque da Mangueira;
  • 16:30h Apresentação e workshop – Cia Dança e Arte
Leia mais:  Ministro do Turismo destaca recordes e reforça protagonismo do setor no principal evento da indústria de viagens da América Latina

Encerramento da programação:

  • 17h Roda de Conversa e ciranda com o Grupo de Cirandeiros de Paraty.

Fonte: Turismo

Comentários Facebook
publicidade

Turismo

Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

Publicado

Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

Leia mais:  Cidade maia perdida de 1,5 mil anos é descoberta sob floresta no México

​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

Leia mais:  Ministro do Turismo destaca recordes e reforça protagonismo do setor no principal evento da indústria de viagens da América Latina

​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana