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Parceiros apontam benefícios da interligação para saúde e meio ambiente

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O aposentado Umberto Dias da Silva, morador do bairro Bosque da Saúde II, em Cuiabá, ficou sabendo da campanha “Interligue Já” no ano passado e logo se adiantou para fazer a conexão do imóvel dele à rede coletora de esgoto. Com experiência em hidráulica e construção, ele mesmo executou a interligação em outubro de 2024, comprando o material necessário, cavando a valeta e instalando os canos.Nesta segunda-feira (5), durante uma audiência extrajudicial do Mutirão de Conciliação da campanha, Umberto informou que sua residência já está interligada. Ele saiu do Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes com o pedido de vistoria em mãos, que será realizado pela concessionária de água e esgoto dentro de 15 dias.“Essa é uma iniciativa muito importante para o meio ambiente e para a nossa população. Saio satisfeito, pois fui muito bem atendido. Nós, moradores de Cuiabá, precisamos cuidar do meio ambiente e pensar nos nossos netos, nas gerações que estão vindo agora”, defendeu Umberto, que aproveitou o mutirão para retirar uma muda de ipê branco oferecida pelo Programa Verde Novo, desenvolvido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.A segunda edição do Mutirão de Conciliação “Interligue Já” ocorre de 5 a 9 de maio, das 13h às 18h. Estão agendadas 400 audiências presenciais para o período, distribuídas em sete salas de conciliação. O objetivo é agilizar a interligação das edificações à rede coletora de esgoto, conforme prevê a Lei nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico. Foram convidados a participar proprietários de imóveis localizados nos bairros Boa Esperança, Jardim Aclimação e Bosque da Saúde.O mutirão é promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso em parceria com o Poder Judiciário, a concessionária Águas Cuiabá e o Município de Cuiabá. Estão à frente dos trabalhos a 17ª e a 29ª Promotorias de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística de Cuiabá, com auxílio do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Histórico e Cultural, do Meio Ambiente Urbano e de Assuntos Fundiários (CAO Urbe).De acordo com a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística de Cuiabá, 91% da cidade já possui rede coletora de esgoto disponível. O desafio agora é incentivar a população a interligar seus imóveis a essa rede, garantindo o tratamento adequado dos efluentes.“O benefício é para todos. Vamos garantir que o esgoto seja tratado antes de retornar aos rios, melhorando a saúde pública e reduzindo os alarmantes índices de doenças transmitidas pela água contaminada. Além disso, vamos promover a preservação do meio ambiente e melhorar a qualidade de vida de toda a população”, garantiu.O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, da 29ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística de Cuiabá, argumentou que a responsabilidade pela interligação de esgoto à rede pública é do proprietário do imóvel. Ele ainda lembrou que o primeiro bairro sensibilizado foi o Santa Rosa, com adesão de aproximadamente 90% dos responsáveis.“Cuiabá teve uma expansão significativa na cobertura da rede de esgoto. Agora, a grande dificuldade é convencer a população a realizar as interligações, pois a rede já está pronta e as estações de tratamento de esgoto estão disponíveis. É essencial incentivar as pessoas a se conectarem a essa infraestrutura, pois a partir daí, a responsabilidade é interna, dentro das residências”, apontou.A juíza Cristiane Padim, coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Resolução de Conflitos (Nupemec), consignou que o mutirão está preparado para receber moradores de diversos bairros.“Foram marcadas 400 audiências, mas isso não significa que a segunda edição do mutirão se limitará a esse número, pois a campanha ‘Interligue Já’ é permanente. Se você, cidadão cuiabano, ainda não está conectado à rede de esgoto e deseja contribuir para a saúde da sua cidade, basta comparecer ao prédio dos Juizados Especiais e participar”, informou.O diretor-geral da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, explica que a concessionária investiu cerca de R$ 1,5 bilhão em água e esgoto na cidade, sendo R$ 800 milhões em redes coletoras e estações de tratamento.“É de fundamental importância estimular a conexão das residências à rede coletora de esgoto, visando um rio Cuiabá e um rio Coxipó mais limpos, com menor carga orgânica. Estimamos que apenas 30% das residências estão conectadas à rede coletora de esgoto. E o nosso objetivo é aumentar e potencializar essa conexão. A expectativa é alta para que, neste segundo mutirão, alcancemos uma adesão acima de 90%”, revelou.Edição anterior – A primeira edição do mutirão, realizada de 11 a 14 de novembro de 2024, resultou em 47% de acordos nas audiências extrajudiciais realizadas. Ao todo, foram 141 acordos, 88 audiências não realizadas (30%), 53 redesignadas (18%) e somente duas sem acordo (1%). Além disso, em 13 delas (4%) a parte informou já estar interligada à rede.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT participa de capacitação da PM sobre proteção às vítimas

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“A importância da atuação em rede na proteção da vítima de violência” foi o tema da palestra da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra durante a capacitação de policiais militares de unidades especializadas de todos os comandos regionais da Polícia Militar de Mato Grosso, realizada nesta terça-feira (26), em Cuiabá.
Na abertura da capacitação, a secretária de Segurança Pública, coronel Susana Tamanho, sensibilizou os policiais para a importância do atendimento humanizado às mulheres, destacando que o acolhimento vai além do dever legal e exige empatia e responsabilidade.
“Muitas vezes, para a mulher romper o silêncio e pedir ajuda, é necessário vencer inúmeras barreiras. Nesse momento, a Polícia Militar exerce um papel fundamental. Convido todos os policiais a refletirem: quando forem atender uma ocorrência, pensem em suas filhas, irmãs, mães e nas mulheres próximas de vocês. Precisamos atuar com sensibilidade e compromisso, como se estivéssemos protegendo alguém da nossa própria família”, afirmou.
A secretária do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, delegada Mariell Antonini, destacou a necessidade de uma mudança de postura no enfrentamento à violência doméstica, compreendendo o problema como um fenômeno crescente e complexo, que exige capacitação contínua das forças de segurança.
“Precisamos pensar diferente e nos especializar. Muitas das mulheres vítimas de feminicídio nunca chegaram a pedir ajuda à Segurança Pública. Por isso, precisamos encontrar formas de alcançar aquelas que sofrem em silêncio dentro de casa e não conseguem denunciar. A proposta da Secretaria de Segurança Pública é fortalecer uma atuação preventiva e integrada, com monitoramento de medidas protetivas e acompanhamento também dos casos em que há registro de boletim de ocorrência, mesmo sem pedido formal de proteção”, afirmou.
Em sua palestra, a promotora Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Violência Contra as Mulheres de Cuiabá, apresentou a atuação do Ministério Público de Mato Grosso e o trabalho desenvolvido na Promotoria de Violência Doméstica. Destacou ainda as ações e projetos do Espaço e Observatório Caliandra no atendimento e acolhimento de mulheres cisgênero e trans, vítimas de violência na capital, além da necessidade de atuação integrada das instituições, especialmente, falou do papel da Polícia Militar no socorro imediato às vítimas, na fiscalização ativa das medidas protetivas e no policiamento preventivo de proximidade, garantindo segurança e acolhimento.
“Aconteceu uma situação, um fato, a primeira instituição que normalmente atua é a Polícia Militar. É muito importante que esse primeiro elo tenha essa preocupação na atuação, que pode significar a vida da mulher. É preciso realizar um trabalho orientativo, com paciência e empatia, porque estamos tratando de uma criminalidade diferente das demais, pois envolve afeto, filhos e familiares”, afirmou.
A promotora também abordou a importância da rede de enfrentamento, que já conta com 122 redes implantadas em Mato Grosso para combater e reduzir os índices de violência de gênero em Mato Grosso.
“Não vamos resolver apenas com prisão ou penas mais altas. Precisamos de um trabalho de atendimento psicológico, social e de apoio para que a mulher consiga, efetivamente, sair desse ciclo. Isso demanda atuação integrada entre as instituições e, nesse contexto, a Polícia Militar é a porta de entrada”, destacou.
Por fim, Claire Vogel Dutra esclareceu dúvidas recorrentes sobre prisões em flagrante, registros de ocorrência e o preenchimento correto de campos importantes do boletim de ocorrência, que auxiliam na constatação da violência doméstica. Também chamou atenção para mudanças legislativas que tornaram alguns crimes de ação penal pública incondicionada, como lesão corporal, vias de fato, ameaça, violência psicológica, feminicídio e tentativas.
Além disso, prestou esclarecimentos sobre o aplicativo SOS Mulher, o monitoramento eletrônico vinculado ao dispositivo conhecido como “botão do pânico”, medidas protetivas, retirada de pertences, casas de amparo, entre outros temas.
A tenente-coronel PM Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos e gerente estadual da Patrulha Maria da Penha, destacou que o primeiro curso de prevenção e combate à violência contra a mulher é realizado na modalidade híbrida, com três dias em formato EAD e dois presenciais.
“O curso reúne conteúdos de legislação voltados às mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, além de atividades práticas. O foco é capacitar as unidades especializadas de todo o Estado. Cada comando regional enviou um representante que atuará na fiscalização das medidas protetivas impostas aos agressores, verificando o cumprimento dessas determinações”, afirmou.
Segundo ela, a Patrulha Maria da Penha está presente em 45 núcleos, atendendo 111 municípios, com previsão de expansão para todos os 142 municípios de Mato Grosso.
Por último, a procuradora de Justiça Elisamara Portela alertou os policiais para a necessidade de atenção especial às mulheres indígenas, destacando a diversidade étnica e a vulnerabilidade enfrentada por esse público em Mato Grosso.
“Temos no Estado 46 etnias e um grande número de aldeias. Se houver qualquer tipo de acionamento envolvendo mulheres indígenas, não tenham receio de adotar as medidas necessárias para garantir a proteção dessas pessoas vulneráveis”, afirmou.

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Foto capa: PMMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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