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Parque dos Lençóis Maranhenses recebe certificado de Patrimônio Natural da Humanidade da Unesco

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O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses recebeu, nesta sexta-feira (15/8), o certificado de Patrimônio Natural da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A cerimônia ocorreu no Parque das Dunas, em Barreirinhas (MA), com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, do governador do Maranhão, Carlos Brandão, da diretora da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, e do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, além de parlamentares e outras autoridades dos governos federal, estaduais e municipais. 

O processo de candidatura da Unidade de Conversação foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em conjunto com o ICMBio, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o governo do Maranhão. O título foi concedido em julho de 2024 durante reunião do Comitê do Patrimônio Mundial em Nova Délhi, na Índia, com base nos critérios relacionados à beleza natural e características geomórficas do local. 

No evento, Marina Silva enfatizou que o título de Patrimônio Mundial da Unesco para os Lençóis Maranhenses não é apenas uma honraria, mas também um pacto internacional pelo cuidado com um patrimônio natural universal. “Trabalhamos para que essas áreas sejam preservadas porque, dessa forma, podem nos ajudar a equilibrar o planeta, proteger a biodiversidade e garantir serviços ecossistêmicos ao mesmo tempo em que promove emprego, renda, vida digna e identidade para as pessoas”, enfatizou. 

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O governador do Maranhão afirmou que o título amplia a preservação do parque nacional. “Cada grão de areia e gota de água daquelas lagoas, a partir de hoje, não são mais nossos. São do mundo, e cabe a todos nós cuidar desse grande patrimônio natural”, afirmou. 

Para a diretora da Unesco no Brasil, o título destaca o valor excepcional da riqueza natural e geológica da região. “São verdadeiras bençãos da natureza que nós temos o dever de cuidar, proteger e salvaguardar”, ressaltou. 

O presidente do ICMBio afirmou que o reconhecimento evidencia e aumenta responsabilidade pela conservação da Unidade de Conservação. “A entrega do título para o Parque Nacional Lençóis Maranhenses é de singular importância”, pontuou. “É um simbolismo em razão dos seus recursos naturais, mas é também um lugar onde os maranhenses encontram parte da sua identidade”, pontuou. 

O ato teve também a presença do secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do MRE, o embaixador Laudemar Aguiar, do prefeito de Barreirinhas (MA), Vinicius Vale, e de deputados estaduais e federais. 

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Reconhecimento 

A região foi reconhecida por seu campo de dunas intercaladas com lagoas de água doce, ambiente moldado pelo vento e único no mundo. Localizado em uma zona de transição entre Cerrado, Caatinga e Amazônia, o parque foi criado em 1981 e é administrado pelo ICMBio, órgão vinculado ao MMA. 

Com uma área de mais de 155 mil hectares, o parque abriga cerca de 133 espécies de plantas, 112 espécies de aves e pelo menos 42 espécies de répteis. 

O título de Patrimônio Mundial é dado a lugares cuja relevância natural ou cultural, segundo a Unesco, ultrapassa fronteiras nacionais e tem importância para toda a humanidade.  

Atualmente, o Brasil é um dos principais detentores de sítios naturais de relevância global. Além dos Lençóis Maranhenses, outros oito sítios naturais brasileiros já receberam o título da Unesco. Em julho deste ano, o Comitê do Patrimônio Mundial incluiu o Cânion do Peruaçu, localizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, na lista.  

 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA 
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(61) 2028-1227/1051 
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mercado de algodão opera com cautela no Brasil diante de incertezas externas e custos em alta

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O mercado brasileiro de algodão apresentou um ritmo mais moderado na última semana, refletindo a cautela de compradores e vendedores diante das incertezas no cenário externo. Apesar do ambiente mais conservador, houve registro de negócios no mercado disponível e também interesse antecipado para a safra 2025/26, conforme levantamento da Safras & Mercado.

Preço do algodão registra leve alta no mercado interno

Na quinta-feira (16), a cotação do algodão no CIF São Paulo girava em torno de R$ 3,95 por libra-peso, representando uma alta semanal de 0,51% em relação aos R$ 3,93 por libra-peso registrados na semana anterior.

No interior, em Rondonópolis (MT), o preço da pluma foi cotado a R$ 122,93 por arroba, equivalente a R$ 3,72 por libra-peso. O valor representa um avanço de R$ 0,56 por arroba na comparação com a semana anterior.

Comercialização avança no Mato Grosso, principal produtor nacional

De acordo com dados do Imea, a comercialização da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 92,10% até o dia 13 de abril.

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O resultado representa avanço em relação ao mês anterior, quando o índice estava em 87,06%, e se aproxima do desempenho registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 92,65%.

Para a safra 2025/26, a comercialização já alcança 65,60%, acima dos 58,57% registrados em março e também superior ao índice de 56,83% observado no mesmo período do ano anterior.

Já para a temporada 2026/27, os negócios atingem 13,93%, mostrando evolução frente aos 7,43% registrados no mês anterior, embora ainda próximos do patamar de 14,67% observado no mesmo período do ano passado.

Custos de produção do algodão seguem em alta no estado

Além da dinâmica de mercado, os produtores também enfrentam pressão nos custos de produção. Segundo relatório mensal do Imea, referente a março, o custo para a safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 19.027,27 por hectare.

O valor representa aumento em relação a fevereiro, quando os custos estavam em R$ 18.276,36 por hectare, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e gestão eficiente nas propriedades.

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Incertezas externas mantêm agentes do mercado cautelosos

O cenário internacional ainda é um fator determinante para o comportamento do mercado de algodão. As incertezas externas têm levado compradores e vendedores a adotarem uma postura mais prudente, reduzindo o ritmo das negociações.

Mesmo assim, o mercado segue ativo, com negócios pontuais no curto prazo e interesse antecipado nas próximas safras, indicando continuidade da demanda, ainda que com maior seletividade.

Produtor acompanha mercado com foco em estratégia

Diante desse cenário, o produtor brasileiro mantém atenção redobrada sobre o mercado, equilibrando oportunidades de comercialização com os custos crescentes e a volatilidade externa.

A tendência é de um mercado sustentado, porém com negociações cautelosas, exigindo decisões estratégicas para garantir rentabilidade ao longo das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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