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Colheita da cana para produção de melado começa no Rio Grande do Sul e produtores aguardam maior rendimento das lavouras

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A colheita da cana-de-açúcar destinada à produção de melado já teve início na região administrativa de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O avanço da safra ocorre em meio à expectativa dos produtores por melhores índices de produtividade e maior aproveitamento industrial da matéria-prima.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo, predominando a fase de alongamento do colmo. Esse estágio é considerado fundamental para o acúmulo de açúcares e para a definição do potencial produtivo da cultura.

Variedade Rachadinha atinge ponto ideal para colheita

Segundo a Emater/RS-Ascar, a variedade Rachadinha já alcançou o nível de maturação adequado para o corte. Com isso, duas agroindústrias instaladas no município de São Paulo das Missões iniciaram a colheita da safra atual para abastecer a produção de melado.

O início das atividades marca a abertura gradual da temporada de processamento da cana na região, importante para a geração de renda de produtores e agroindústrias familiares ligadas à cadeia produtiva.

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Produtores apostam em maior desenvolvimento das lavouras

Apesar do início da colheita em algumas áreas, grande parte dos produtores optou por adiar o corte. A estratégia busca garantir maior desenvolvimento das plantas, elevando o rendimento industrial e aumentando o volume de matéria-prima disponível para processamento.

A expectativa é que o prolongamento do ciclo permita melhores resultados tanto na produtividade por hectare quanto na qualidade da cana destinada à fabricação de melado e outros derivados.

Mercado mantém remuneração atrativa

Em relação aos preços, a Emater/RS-Ascar informa que os produtores da região estão recebendo, em média, R$ 136,63 por tonelada de cana-de-açúcar. O valor contribui para manter o interesse dos agricultores na atividade e reforça a importância econômica da cultura para diversos municípios do noroeste gaúcho.

Com a evolução das lavouras e o avanço gradual da colheita, a expectativa do setor é de uma safra com bom desempenho produtivo, favorecendo o abastecimento das agroindústrias e fortalecendo a cadeia da cana-de-açúcar voltada à produção de melado no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

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A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

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O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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