Uma unidade industrial, que está em construção no entorno da Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop, vai ampliar a oferta de trabalho extramuro para reeducandos custodiados na unidade penal.
A obra teve início pela empresa responsável em implantar a nova estrutura de trabalho onde serão instaladas uma fábrica de artefatos de cimento pré-moldados e uma serralheria.
Atualmente, a empresa responsável pela obra do parque industrial, TG Construtora, emprega 15 reeducandos em suas unidades instaladas em Sinop. Após a conclusão da nova obra, o parque industrial terá capacidade de ofertar 100 vagas de trabalho.
A construção de parques industriais em áreas de estabelecimentos penais de Mato Grosso faz parte do programa Vida Nova, instituído pela lei estadual 11.640/2021, que prevê a concessão de espaços públicos destinados à finalidade de emprego de mão de obra de reeducandos.
O secretário de Justiça de Mato Grosso, Vitor Hugo Bruzulato, destaca que o projeto Vida Nova vai ao encontro das ações de ressocialização e integração social de pessoas privadas de liberdade.
“A instalação permitirá ampliar significativamente a oferta de trabalho digno e remunerado à população prisional de Sinop e região, promovendo não apenas ocupação laboral, mas também qualificação profissional e geração de renda”, comentou o gestor da Sejus.
O diretor da penitenciária de Sinop, Adalberto Dias de Oliveira, pontua que o investimento na empregabilidade de reeducandos também colabora para reduzir os índices de reincidência criminal, tanto ofertando postos de trabalho quanto investindo na qualificação profissional dos privados de liberdade.
A unidade industrial está instalada em uma área de 16,6 mil metros quadrados, no entorno da unidade penal. A obra tem previsão de 90 dias para construção dos barracões e início das operações.
A Lei 11.640/2021 estabelece que o Governo do Estado pode autorizar a disponibilização de área localizada nos parques industriais penitenciários a pessoas jurídicas que exerçam a atividade industrial, mediante permissão de uso, concessão de uso ou concessão de direito real de uso.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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