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Páscoa 2026: ovos de chocolate sobem 27% e pressionam consumo, enquanto barras e bombons têm alívio nos preços

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Com a proximidade da Páscoa de 2026, um estudo da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, revela como os preços dos principais itens consumidos na data evoluíram nos últimos anos. A análise foi baseada em mais de 13 milhões de notas fiscais registradas por mais de 4 milhões de usuários do SuperApp VR, entre 2024 e 15 de março de 2026.

O levantamento considera o impacto da sazonalidade da Páscoa, que varia de data a cada ano — 31 de março em 2024, 20 de abril em 2025 e 5 de abril em 2026 — fator que influencia diretamente o comportamento de compra dos consumidores.

Ovos de Páscoa acumulam alta de 27% e seguem mais caros

Os ovos de chocolate continuam sendo os principais responsáveis pelo aumento nos gastos dos consumidores na Páscoa. Entre 2024 e 2026, o preço médio por unidade subiu 27%.

Em 2024, o valor médio era de R$ 63,28. Em 2025, houve alta de 18%, elevando o preço para R$ 74,41. Já em 2026, o valor chegou a R$ 80,28, consolidando a trajetória de encarecimento do produto.

Barras e bombons registram leve queda em 2026

Ao contrário dos ovos de Páscoa, os chocolates em barra e os bombons apresentaram sinais de alívio nos preços.

Em 2024, o preço médio era de R$ 12,44, subindo 14% em 2025, para R$ 14,17. Em 2026, houve leve recuo de 1,2%, com o valor médio ficando em R$ 14.

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Bacalhau fica mais barato e acumula queda de 15%

Tradicional na mesa de Páscoa, o bacalhau apresentou redução significativa de preços no período analisado. Considerando diferentes cortes e apresentações — como cauda, postas, lombo e filé, salgados ou congelados — o produto acumulou queda de 15% entre 2024 e março de 2026.

O preço médio do quilo era de R$ 138,32 em 2024, caiu 8% em 2025, para R$ 127,31, e recuou mais 7,7% em 2026, chegando a R$ 117,50.

Azeite recua mais de 20% após alta no ano anterior

O azeite também apresentou queda relevante em 2026. Após subir em 2025, passando de R$ 36,09 para R$ 38,38, o produto recuou para R$ 30,46 no último levantamento, representando redução de cerca de 21%.

Batata segue abaixo do preço de 2024, apesar de leve alta

A batata registrou queda de mais de 12% em 2025, quando comparada a 2024, ano em que o preço médio era de R$ 9,64.

Em 2026, houve leve alta de 3%, com o valor médio chegando a R$ 8,80, ainda abaixo do patamar observado dois anos antes.

Azeitona mantém trajetória de alta no período

Na contramão de outros itens, a azeitona segue em movimento de valorização. Em 2024, o preço médio era de R$ 7,61. Em 2025, subiu 15%, atingindo R$ 8,72, e voltou a subir em 2026, chegando a R$ 9,38 — uma alta acumulada de 7,6%.

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Dados refletem preços reais pagos pelos consumidores

Para a elaboração do estudo, a VR utilizou tecnologia de inteligência artificial para identificar os produtos nas notas fiscais por meio do código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).

Segundo Cassio Carvalho, diretor-executivo de negócios da empresa, o levantamento oferece um retrato fiel do comportamento de consumo. “Os dados mostram o que realmente foi pago no caixa, independentemente do meio de pagamento utilizado, desde que o cupom fiscal gere um QR Code”, afirma.

Ele destaca ainda que as informações permitem gerar insights estratégicos para a indústria, contribuindo para a oferta de produtos com condições mais atrativas, como cashback, ampliando o poder de compra do trabalhador.

Uso do SuperApp reforça base do levantamento

Atualmente, mais de 4 milhões de trabalhadores utilizam o ecossistema da VR e realizam, em média, mais de 20 acessos mensais ao SuperApp. A plataforma é usada para diversas funções, como registro de ponto, consulta de saldo de benefícios, realização de compras, solicitação de crédito e planejamento de deslocamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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