“Passarela do Álcool” é point nas noites de Porto Seguro
Ao cair da tarde, um canto de Porto Seguro ganha vida. O cenário é convidativo: ruas movimentadas, barracas coloridas e um vaivém animado. A Passarela do Álcool, rebatizada como Passarela do Descobrimento, é o centrinho nervoso e epicentro do agito de Porto Seguro, um lugar repleto de lojas, bares e restaurantes.
O passeio pode começar com compras no fim de tarde, emendar com um happy hour e só Deus sabe o que vem depois. Ainda mais se a noite for embalada por um Capeta, drinque que leva guaraná, leite condensado e vodka, em suma, um perigo. Mas o lado bom é que a passarela não é só do álcool, mas é também de famílias inteiras, dos 8 aos 80, que vão até lá para jantar e curtir alguns horas bem agradáveis.
Por estar na região mais turística de Porto Seguro, o lugar é de fácil acesso: fica de frente para a foz do rio Buranhém e a cerca de 3 km do centro histórico (ou cerca de 30 minutos de caminhada).
Onde comer na Passarela?
De modo geral, a passarela é um misto de shopping a céu aberto com zona boêmia. Além dos estabelecimentos que funcionam o ano todo, o endereço também abriga shows durante o Carnaval, o São João e outros períodos festivos. Veja algumas opções de bares e restaurantes para curtir na região:
Em um ambiente que mescla o rústico de um casarão colonial do século 19 (daí o nome) ao cenário aconchegante de um espaço preservado: o restaurante fica na sede do antigo telégrafo, um prédio tombado e com características históricas que podem passar despercebidas pelo visitante, mas são destacadas pelos proprietários – como o uso do óleo de baleia para impermeabilização da estrutura.
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No cardápio, paella, ceviche, bife de chorizo ou que sabe uma moqueca, que combina bem com um riesling ou algum outro vinho da adega.
Aqui o foco está nos pratos da cozinha baiana, como o bobó de camarão na moranga ou no coco, e a ampla variedade de moquecas – tudo acompanhado pelos tradicionais arroz e pirão, presentes como guarnição de todos os pratos típicos do cardápio.
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Rua Assis Chateaubriand, 292, aberto todos os dias das 11h30 às 23h.
O nome já entrega, assim como a decoração, o cardápio e as mesas ao ar livre. Nachos, fajitas, burritos (até uma opção mais elaborada com filé mignon) e até um exemplar tex-mex que é o “hambúrguer mexicano”, que leva guacamole, pimenta jalapeño e bacon, além dos clássicos ingredientes de um cheeseburguer.
Rua Assis Chateaubriand, 75, abre de terça-feira a domingo, das 17h às 23h.
Um dos mais conhecidos na região, tem vista para o mar, ambiente aconchegante, música ao vivo e espaço kids. Os pratos mais pedidos são a mariscada e a moqueca.
Devido ao grande interesse dos turistas pela Passarela, a prefeitura costuma organizar atividades sazonais no local, como shows, dança e teatro. Antes da viagem, vale acompanhar as redes sociais da Secretaria Municipal de Turismo , que publica as iniciativas culturais da cidade. Épocas como Carnaval, São João e Réveillon é garantia de eventos especiais.
Horário de funcionamento
Na Passarela, o grosso das atividades começa às 18h, mas não há um horário específico para o encerramento. O movimento maior acontece por volta das 22h, quando os bares se tornam o principal atrativo. Muitos deles seguem abertos até a madrugada. É comum que as lojas e feirinhas fechem mais cedo.
O que devo evitar?
Há uma recomendação para todos os turistas em relação à Passarela do Descobrimento: não tomar banho na praia do centro, em frente ao local, pois o encontro do rio com o mar gera fortes correntezas em áreas profundas. Não muito longe dali há diversas praias que podem ser aproveitadas com segurança.
Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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