Política Nacional

PEC da polícia científica pode ser votada na terça

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A inclusão das polícias científicas entre os órgãos de segurança pública listados pela Constituição pode ser votada nesta terça-feira (19) no Plenário. Os senadores farão a quinta e última rodada de discussões antes de votar em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 76/2019 na sessão que deve começar às 14h. Caso aprovada, a proposta de mudança constitucional ainda deverá passar por mais três sessões de discussão e novo turno de votação.

A PEC 76/2019 recebeu relatório favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Segundo ela, diversos estados já têm órgãos da polícia científica separada da polícia civil. Para Dorinha, a garantia constitucional, proposta pelo então senador Antonio Anastasia (MG), fortalecerá a instituição responsável pelas perícias técnicas das investigações criminais. O texto, se aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados.

Em maio, proposta semelhante, voltada às guardas municipais, foi aprovada pelo Senado. A PEC 37/2022, que inclui as guardas municipais no rol dos órgãos de segurança pública, seguiu para análise da Câmara. 

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Para ser aprovada, uma PEC precisa dos votos favoráveis de três quintos de cada Casa legislativa (49 senadores e 308 deputados federais) em dois turnos. 

Autoridades

O Plenário também analisará outras três propostas e indicações presidenciais de autoridades já sabatinadas pelas comissões, cuja lista ainda não foi divulgada.

Escolas comunitárias

Escolas indígenas, quilombolas ou do campo poderão ter seus nomes escolhidos pelas comunidades onde se situam. É o que os senadores podem aprovar ao votar o projeto de lei (PL) 3.148/2023 na mesma sessão plenária.

Segundo o projeto, as sugestões de nomes devem estar de acordo com as tradições da comunidade. Não é permitido homenagear pessoa viva nem quem tenha participado de violação de direitos humanos.

O texto é um substitutivo do senador Paulo Paim (PT-RS) ao projeto da deputada Célia Xakriabá (PSol-MG). Caso seja aprovado, como sofreu mudanças, o texto retornará à análise dos deputados.

Maria da Penha

Já o PL 5.178/2023, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), confere oficialmente à Lei 11.340, de 2006, o nome da farmacêutica cearense Maria da Penha, que ficou paraplégica após tentativa de assassinato pelo ex-marido. Apesar de o nome da lei ser bastante popular, a homenageada não consta oficialmente na norma.

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A proposta recebeu o apoio da Comissão de Direitos Humanos (CDH) em julho, na forma do relatório do senador Flávio Arns (PSB-PR). 

Chile

O acordo entre Brasil e Chile para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal de Imposto de Renda também será analisado pelos senadores. Trata-se do projeto de decreto legislativo (PDL) 722/2024, que autoriza o presidente da República a confirmar o documento já assinado em 2022.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora na Comissão de Relações Exteriores (CRE), apoia o acordo. Segundo ela, “a atualização do acordo poderá criar ambiente mais favorável para que empresas brasileiras com atuação internacional possam operar com maior segurança jurídica”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

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Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

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Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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