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Pesquisa acadêmica em Mato Grosso dialoga com o tema da descarbonização

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O 10º Encontro de Sustentabilidade e o 2º Seminário de Mudanças Climáticas, segue nesta quinta-feira (18 de setembro), reúne magistrados, servidores, autoridades de várias instituições e poderes e público em geral na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A iniciativa, promovida em conjunto pelo Núcleo de Sustentabilidade do Judiciário e pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), por meio do Eixo Temático de Meio Ambiente, destaca debates sobre temas atuais e relevantes no enfrentamento dos desafios ambientais.

Entre os participantes, o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Física Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Madson Amorim de Barros, destacou que a palestra de Sanquetta dialoga diretamente com a pesquisa que ele desenvolve.

Segundo o pesquisador, seu trabalho busca medir o balanço de carbono em áreas de Cerrado e em plantações de cana-de-açúcar. Para isso, utiliza equipamentos capazes de aferir, em tempo real, quanto carbono está sendo absorvido pelas culturas durante o ciclo de crescimento.

“Estamos com equipamentos instalados em áreas de Cerrado e em plantações de cana na região de Nova Olímpia e Barra do Bugres. O objetivo é comparar a absorção de carbono nesses dois ambientes e verificar se, ao final do ciclo da cultura, o balanço será positivo ou negativo”, explicou.

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Ele ressaltou que a metodologia utilizada, conhecida como Eddy Covariance, é considerada padrão ouro pela comunidade científica internacional por sua precisão na medição de fluxos de gases.

“É uma técnica reconhecida mundialmente, que mede o vórtice turbulento de gases acima do dossel da vegetação. No nosso caso, o equipamento está instalado sobre a cana-de-açúcar, mas poderia ser usado em outras culturas, como o algodão”, detalhou.

Para Madson, a experiência prática da pesquisa reforça a importância dos debates promovidos no seminário.

“Na universidade, temos know-how técnico e os equipamentos para medir. Mas ainda não sabemos como transformar isso em créditos de carbono negociáveis, como foi abordado na palestra. É um gargalo que precisamos superar, porque o produtor rural vai precisar vender esse carbono em algum momento, e o trabalho científico tem papel essencial para dar confiabilidade ao processo”, afirmou.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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