Agro News

Pesquisa genética eleva desempenho das alfaces cultivadas no Brasil e amplia segurança do produtor

Publicado

Com mais de 650 mil toneladas produzidas anualmente, segundo dados da Embrapa e de instituições estaduais, a alface segue como uma das hortaliças mais importantes da horticultura nacional. Porém, o aquecimento global, a irregularidade das chuvas e o avanço de doenças como míldio, vírus do mosaico (LMV) e patógenos de solo têm aumentado a necessidade de sementes mais adaptadas e produtivas.

Diante desse cenário, a Topseed Premium intensifica seus programas de pesquisa e melhoramento genético, desenvolvendo cultivares capazes de manter qualidade e estabilidade produtiva ao longo de todo o ano, mesmo sob condições climáticas adversas.

Rede de pesquisa nacional garante adaptação regional das cultivares

A empresa mantém estações experimentais em polos estratégicos de produção — São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Norte e Santa Catarina —, onde realiza testes de desempenho das cultivares em diferentes sistemas e ambientes.

De acordo com Silvio Nakagawa, especialista em Brássicas e Folhosas da Topseed Premium, essa estrutura permite acompanhar as condições reais enfrentadas pelos produtores e ajustar as cultivares conforme as necessidades regionais.

“Nosso objetivo é oferecer materiais que aumentem a segurança do produtor, com plantas uniformes, boa pós-colheita e adaptadas à realidade climática e de manejo de cada região”, explica Nakagawa.

As pesquisas resultam em materiais mais tolerantes ao pendoamento precoce, resistentes às principais doenças e estáveis diante das oscilações de temperatura.

Leia mais:  Índice CEAGESP registra alta de 1,15% em agosto; frutas e legumes puxam avanço
Variedades desenvolvidas para diferentes climas e sistemas de cultivo

O portfólio da Topseed Premium inclui alfaces crespas, americanas, lisas, roxas e especiais, abrangendo desde o cultivo em campo aberto até hidroponia e ambientes protegidos.

Entre os destaques está a alface americana Laurel, reconhecida pela formação de cabeça firme, padronização e excelente pós-colheita — características valorizadas em mercados que exigem qualidade visual e maior durabilidade.

No segmento das crespas, a cultivar Cida se destaca pela versatilidade e resistência ao calor, sendo indicada tanto para campo aberto quanto hidroponia. Compacta, de folhas firmes e resistentes ao LMV, ela amplia a janela de plantio e reduz riscos nas épocas mais críticas do ano.

Outra opção amplamente adotada é a Samira, ideal para regiões de clima quente e úmido. A cultivar apresenta plantas vigorosas, folhas longas e firmes e tolerância a doenças de solo, com destaque para sua alta resistência ao vírus do mosaico.

Luminosa: destaque no mercado premium e food service

Entre as variedades de coloração roxa, a Luminosa tem se consolidado como uma das preferidas por produtores que atendem o segmento premium e o food service. Ela combina cor intensa, folhas amplas e uniformes, excelente rendimento e ótima conservação pós-colheita.

Leia mais:  Mapa avança em sustentabilidade, inovação, territorialidade e fortalecimento das cadeias produtivas

Sua adaptabilidade ao cultivo anual, tanto em campo aberto quanto em sistemas protegidos ou hidroponia, amplia as possibilidades de uso em diferentes regiões e modelos de produção.

Inovação constante e diálogo com o produtor garantem resultados

Para Nakagawa, o diferencial da Topseed Premium está na integração entre pesquisa, genética atualizada e proximidade com o produtor.

“O mercado de folhosas exige regularidade, qualidade e cultivares que suportem as variações climáticas. Nosso trabalho é garantir materiais que entreguem tudo isso de forma consistente, ano após ano”, destaca o especialista.

Com essa estratégia, a empresa reforça seu compromisso em promover produtividade, sustentabilidade e segurança na olericultura brasileira, contribuindo para um setor mais eficiente e competitivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

Publicado

Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

Leia mais:  Mercados Globais e Ibovespa Recuam com Expectativas Sobre Relatório de Emprego nos EUA

A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

Leia mais:  Zoetis reforça cuidados estratégicos na entrada de confinamento para aumentar saúde e produtividade do gado
Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana