Educação

Pesquisa nacional do MEC avalia impacto da lei de celulares

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou a Pesquisa Nacional – 1º ano da Lei nº 15.100/2025, com o objetivo de analisar como a norma que regula o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nas escolas de educação básica vem sendo interpretada e implementada nas redes de ensino de todo o país. A pesquisa é conduzida pela Secretaria de Educação Básica (SEB), em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e com o Instituto Alana, e está em andamento em todo o país. 

Para assegurar rigor metodológico e representatividade nacional, o Inep realizou um sorteio probabilístico de 8.189 escolas da educação básica, distribuídas em todas as unidades da Federação. A amostra contempla redes públicas e privadas que ofertam os anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e o ensino médio. 

Em cada escola selecionada participam um diretor, um coordenador pedagógico e dois docentes, que respondem a questionários específicos sobre a implementação da lei em sua unidade. A colaboração das redes é essencial para assegurar que os resultados representem, de forma consistente, a pluralidade de contextos educacionais brasileiros. 

“A participação das escolas é fundamental para que possamos compreender, com base na experiência de quem vive o cotidiano escolar, em que medida a lei tem contribuído para a construção de ambientes mais saudáveis e favoráveis à aprendizagem. A mobilização das redes nos permitirá identificar percepções, avanços e desafios na implementação da norma, sempre com o objetivo de promover o bem-estar dos estudantes e fortalecer práticas pedagógicas mais equilibradas no uso das tecnologias”, disse a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt. 

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Lei nº 15.100/2025 – Sancionada em janeiro de 2025, a Lei nº 15.100/2025 estabelece limites para o uso de celulares para fins não pedagógicos no ambiente escolar. A norma não determina uma proibição absoluta, mas define parâmetros que permitem a utilização dos dispositivos quando vinculados a objetivos pedagógicos, acessibilidade, inclusão, necessidades de saúde ou garantia de direitos. A medida foi concebida em meio ao debate nacional e internacional sobre o uso excessivo de celulares no ambiente escolar e seus impactos na aprendizagem, na convivência e na saúde mental de crianças e adolescentes. 

Ao completar um ano de vigência da lei, a pesquisa busca compreender como as escolas incorporaram a regulamentação em sua rotina, quais estratégias foram adotadas para sua implementação e quais transformações vêm sendo percebidas no cotidiano escolar. Nesse cenário, a lei busca promover um ambiente mais equilibrado, favorecendo a aprendizagem e a convivência, ao mesmo tempo em que reafirma o compromisso com a educação digital e midiática crítica e responsável. 

Pesquisa – O estudo examina como a lei passou a ser aplicada no ambiente escolar, de que forma gestores, coordenadores pedagógicos e professores organizaram a comunicação com a comunidade escolar, a logística de armazenamento dos celulares, quais ajustes foram realizados na rotina pedagógica e quais desafios surgiram ao longo do processo. Também investiga percepções sobre possíveis mudanças no clima escolar, na atenção dos estudantes, na socialização e na integração do uso pedagógico das tecnologias digitais após a regulamentação. 

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A pesquisa não possui caráter avaliativo ou fiscalizatório. As respostas são individuais e mantidas em sigilo, e os resultados serão divulgados apenas de forma consolidada, sem identificação das escolas participantes. Os dados coletados darão origem a um relatório técnico público, que servirá de base para decisões do Ministério da Educação e para o aperfeiçoamento contínuo da política pública. 

A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações do MEC voltadas à promoção de uma educação digital e midiática responsável, crítica e alinhada à proteção integral de crianças e adolescentes e à redução das desigualdades educacionais, no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec)

Normativos – O MEC disponibiliza em seus canais oficiais a Lei nº 15.100/2025, o Decreto nº 12.385/2025, que regulamenta a lei, e o Portal “Celular na Escola”. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC Idiomas tem mais de 560 mil matrículas ativas

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Criado para democratizar e ampliar o acesso ao ensino de línguas estrangeiras no Brasil, o MEC Idiomas atingiu a marca de 564 mil matrículas ativas. Totalmente gratuitos, o portal e o aplicativo oferecem aprendizagem bilíngue autoinstrucional do nível básico ao avançado e têm como objetivo ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados. Do total de matriculados, 426,3 mil (75,6%) fazem aulas de inglês, enquanto os demais 137,7 mil (24,4%) participam de cursos de espanhol. 

O portal e o aplicativo serão integrados ao ecossistema do Idiomas sem Fronteiras (IsF), compondo uma política de ensino multilíngue já consolidada. As aulas do MEC Idiomas estão organizadas em seis níveis (A1 a C2); e quatro a seis módulos por nível, cada um deles com dez a 15 aulas. Desde o lançamento, estão disponíveis cerca de 800 aulas. Diversas ferramentas podem ser acessadas pelos estudantes: teste de proficiência; trilha de aprendizagem (aula e reforço); teste ao fim dos módulos; fale e pratique; agente de inteligência artificial para dar apoio, tirar dúvidas e praticar conversação; e comunidades de aprendizado. 

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Entre as matrículas com idade informada, a maior concentração de estudantes está na faixa de 25 a 34 anos (198,3 mil matrículas), seguida por estudantes de 18 a 24 anos (145,3 mil) e de 35 a 44 anos (106,8 mil). Juntas, as faixas entre 18 e 34 anos concentram 61% das matrículas. Já em relação à distribuição por região, nas três primeiras posições, estão Sudeste, com 228,9 mil matrículas; Nordeste, com 126,2 mil matrículas; e Sul, com 55,8 mil matrículas. Quanto às unidades federativas, São Paulo lidera em número de matrículas, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. 

Passo a passo para usar a plataforma:   

  • Acessar o MEC Idiomas via portal ou via aplicativo e fazer login com o Gov.br;    
  • Escolher o idioma que deseja aprender — inglês ou espanhol;    
  • Fazer o teste de proficiência, disponível na plataforma, que avalia o grau de conhecimento do estudante;  
  • Fazer os exercícios de fixação e de “gamificação”, ao final de cada aula, que incentivam o estudante a concluir aulas e módulos e passar de nível.    

Rede IsF – O MEC Idiomas se integrará ao ecossistema da Rede Andifes – Idiomas sem Fronteiras (Rede IsF), uma política de ensino multilíngue já consolidada. A parceria permite à Rede IsF fortalecer a divulgação do ensino de línguas de forma gratuita e em rede nacional, envolvendo desde o acesso ao portal para a população brasileira, cursos específicos para a comunidade acadêmica e a oferta de cursos de especialização para a rede pública de ensino. A oferta dos cursos do IsF, que duram de um a três meses, acontece duas vezes ao ano. O objetivo da parceria é fortalecer o acesso a línguas estrangeiras, melhorar os índices de proficiência e estimular as produções científicas. Será disponibilizado R$ 1,68 milhão por ano para a iniciativa, que impactará 16 mil alunos por semestre.  

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As ações da Rede IsF têm como objetivo central desenvolver uma política linguística nacional para o ensino superior, fortalecendo a formação de professores de línguas estrangeiras e promovendo a capacitação linguística de estudantes, docentes e técnicos administrativos das instituições de ensino superior. Também contemplam a formação de estrangeiros em língua portuguesa e o apoio à capacitação de professores da educação básica.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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