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Petróleo deve seguir em alta com tensão no Oriente Médio e riscos à oferta global, aponta StoneX

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Mercado de petróleo deve permanecer volátil nos próximos meses

O mercado global de petróleo deve continuar operando com elevada volatilidade ao longo dos próximos meses, em meio às incertezas geopolíticas no Oriente Médio. As projeções constam da 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, divulgado na terça-feira (14).

Segundo o relatório, a evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã seguirá como principal fator determinante para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional da commodity.

Bloqueio do Estreito de Hormuz impacta oferta global de petróleo

O bloqueio do Estreito de Hormuz representa a maior disrupção recente na oferta global de petróleo, interrompendo o fluxo de cerca de 12 milhões de barris por dia (mbpd), o equivalente a aproximadamente 12% da produção mundial.

Como consequência direta, o petróleo do tipo Brent passou a sustentar preços acima de US$ 100 por barril, patamar semelhante ao observado em 2022, após o início da guerra no Leste Europeu.

Rotas alternativas não compensam perdas logísticas

Apesar da utilização de rotas alternativas, como o Canal de Suez e o Estreito de Bab el-Mandeb, a capacidade logística global não é suficiente para compensar totalmente a interrupção do fluxo pelo Golfo Pérsico.

Até a terceira semana de março, cerca de 5 mbpd estavam sendo redirecionados por essas rotas, principalmente por meio de oleodutos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Além disso, aproximadamente 1,2 mbpd continuavam atravessando o estreito, em grande parte provenientes do Irã — fluxo que foi suspenso após o bloqueio norte-americano intensificado em abril.

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Liberação de reservas estratégicas reduz impacto, mas não elimina déficit

A Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de 426 milhões de barris das reservas estratégicas, sendo 301 milhões de petróleo e 125 milhões de derivados.

A medida deve amenizar parte do choque de oferta no curto prazo. Ainda assim, segundo a StoneX, o mercado pode continuar com até 9 mbpd indisponíveis, o equivalente a cerca de 8% da oferta global.

Esse cenário tende a acelerar a redução dos estoques comerciais e sustentar preços mais elevados no curto e médio prazo.

Ásia concentra maior vulnerabilidade à restrição de oferta

A região asiática deve ser a mais impactada pelas restrições na oferta global de petróleo.

Em 2025, cerca de 12,9 mbpd passaram pelo Estreito de Hormuz com destino à Ásia, com destaque para a China, responsável por 35% desse volume, e a Índia, com 16%.

Os países do Golfo Pérsico representam aproximadamente 40% das importações totais dessas economias, que também concentram importantes polos de refino no mundo.

Decisões da China e movimentos globais aumentam pressão sobre combustíveis

No curto prazo, a decisão da China de restringir exportações de diesel e gasolina adiciona pressão ao mercado regional de combustíveis, impactando países que dependem dessas vendas.

Ao mesmo tempo, o Japão deve intensificar a busca por fornecedores alternativos, como os Estados Unidos, movimento que pode gerar reflexos adicionais no equilíbrio global de oferta e demanda.

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Estados Unidos ampliam papel como fornecedor estratégico

Nos Estados Unidos, o cenário de produção segue relativamente confortável. No entanto, o aumento das exportações de petróleo e derivados tem limitado o crescimento dos estoques internos.

A demanda internacional elevada levou as exportações norte-americanas a operarem próximas da capacidade máxima, consolidando o país como um fornecedor estratégico em um cenário de escassez global.

Petróleo russo volta ao mercado, mas riscos permanecem

Outro fator relevante é o reposicionamento do petróleo russo no mercado internacional. Após dificuldades iniciais, a Rússia voltou a encontrar demanda, principalmente na Ásia, diante da busca por alternativas de abastecimento.

Ainda assim, ataques recentes a portos estratégicos no fim de março reduziram temporariamente a capacidade de exportação do país, reforçando os riscos de curto prazo para o mercado.

Tendência de alta depende de desfecho geopolítico

Segundo a StoneX, mesmo em um cenário de cessar-fogo temporário, a ausência de uma solução definitiva entre Estados Unidos e Irã mantém um viés altista para os preços do petróleo.

A normalização completa do mercado dependeria de um acordo duradouro e da reabertura plena do Estreito de Hormuz. Até que isso ocorra, a expectativa é de manutenção da volatilidade e de preços elevados, com os riscos de oferta permanecendo no centro das atenções do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia no campo avança no Matopiba como estratégia para reduzir custos e aumentar eficiência produtiva

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Alta nos custos pressiona produtores e acelera adoção de tecnologia no campo

O aumento dos custos de produção no agronegócio brasileiro tem levado produtores rurais a adotarem soluções tecnológicas como estratégia para preservar margens e manter a produtividade.

Na região do Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, a busca por eficiência hídrica e energética vem ganhando força diante da volatilidade dos preços agrícolas e da alta nos insumos.

Fertilizantes, energia e combustíveis seguem como principais desafios

Dados do setor indicam que os custos com fertilizantes, combustíveis e energia elétrica continuam entre os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais.

Ao mesmo tempo, o campo avança em modernização, com crescimento do uso de tecnologias voltadas à irrigação e à geração própria de energia como forma de reduzir despesas operacionais e aumentar a previsibilidade da produção.

Irrigação eficiente e energia solar ganham espaço no Matopiba

Nesse cenário, empresas do setor têm ampliado investimentos em soluções integradas para o campo. É o caso da Brasmáquinas, que atua no fornecimento de equipamentos e projetos personalizados, com foco em irrigação e energia solar.

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Entre os destaques estão os pivôs de irrigação da linha KREBS, desenvolvidos para garantir distribuição uniforme de água, otimizar o consumo hídrico e reduzir o gasto energético. A tecnologia contribui para a estabilidade da produção, especialmente em regiões com irregularidade de chuvas, como o Matopiba.

Energia solar reduz dependência da rede elétrica e combustíveis

Além das soluções de irrigação, a empresa também ampliou a oferta de sistemas de energia solar, incluindo modelos on grid, híbridos e off grid.

A proposta é reduzir a dependência da rede elétrica convencional e de combustíveis fósseis, promovendo diminuição de custos no médio e longo prazo para o produtor rural.

Gestão mais estratégica e uso de dados no campo

Segundo o CEO da Brasmáquinas, Kristyan Mota, o cenário atual exige decisões mais estratégicas dentro da porteira.

“O produtor rural está cada vez mais orientado por dados e eficiência. Investir em tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para manter a competitividade. Soluções que combinam irrigação inteligente e geração de energia própria têm impacto direto na redução de custos e na previsibilidade da produção”, afirma.

Tecnologia se consolida como aliada da eficiência e sustentabilidade

Com atuação que vai do planejamento ao acompanhamento técnico e pós-venda, a Brasmáquinas tem fortalecido sua presença na região ao oferecer soluções adaptadas à realidade de propriedades de pequeno, médio e grande porte.

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Diante de um cenário global ainda marcado por incertezas, a tendência é de continuidade na adoção de tecnologia no campo, consolidando seu papel como um dos principais pilares para ganho de eficiência, sustentabilidade e rentabilidade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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