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PIB do 3º trimestre mostra desaceleração da indústria e alerta para cenário econômico difícil, diz CNI

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Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do 3º trimestre de 2025, divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam uma desaceleração significativa da indústria brasileira. Apesar de o PIB industrial ter avançado 0,8% entre julho e setembro, o crescimento acumulado em 12 meses caiu de 3%, registrado no 1º trimestre, para 1,8% no 3º trimestre, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente da CNI, Ricardo Alban, aponta que o cenário deve se complicar nos próximos meses. “Existe uma defasagem entre a elevação das taxas de juros e a materialização dos efeitos sobre a economia. No caso da indústria, o quadro é ainda mais preocupante. A combinação de juros altos, demanda interna enfraquecida e crescimento expressivo das importações dificulta a recuperação do setor”, explica Alban.

Política monetária contracionista e crescimento modesto da economia

O PIB brasileiro cresceu apenas 0,1% no 3º trimestre, resultado dentro das expectativas do mercado e diretamente influenciado pela política monetária restritiva do Banco Central, que mantém a taxa Selic elevada para conter a inflação.

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A alta da Selic freia o crescimento de setores que sustentaram a economia em 2024 e limitaram a expansão do PIB em 2025. Concessões de crédito desaceleraram praticamente em todos os segmentos, e o mercado de trabalho estabilizou após período de crescimento acima do esperado, refletindo impactos da política fiscal e da alta dos juros.

Como resultado, a massa de rendimentos dos trabalhadores sofreu impacto, e o consumo cresceu apenas 0,1% no trimestre, ante dois trimestres consecutivos de alta de 0,6%. A demanda doméstica por produtos industriais acompanhou esse ritmo, subindo apenas 0,1%.

Aumento das importações limita crescimento industrial

A indústria de transformação registrou crescimento modesto de 0,3%, enquanto o setor de serviços avançou apenas 0,1% entre julho e setembro. Parte da demanda interna se direcionou para bens importados, que cresceram 17% entre janeiro e outubro de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, restringindo ainda mais a expansão industrial.

Agro, construção e indústria extrativa impulsionam economia

Alguns setores compensaram parcialmente a desaceleração. A agropecuária avançou 0,4% no 3º trimestre, impulsionada pela boa safra, enquanto a indústria extrativa cresceu 1,7%, quarta alta consecutiva, graças à maior exploração de petróleo e gás.

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A construção também registrou desempenho positivo, com crescimento de 1,3%, interrompendo duas quedas trimestrais seguidas, contribuindo para evitar uma retração maior da economia.

Investimentos mostram dificuldade de expansão produtiva

Apesar de o investimento ter avançado 0,9% no trimestre, sua participação no PIB caiu de 17,4% para 17,3%. Para a CNI, o resultado é preocupante, pois, junto ao crescimento modesto da indústria de transformação, indica dificuldades na ampliação da capacidade produtiva da economia no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

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Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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