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PIB do G20 cresce 0,8% no terceiro trimestre de 2025, aponta OCDE

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O Produto Interno Bruto (PIB) dos países que compõem o G20 registrou alta de 0,8% no terceiro trimestre de 2025, em relação ao trimestre anterior, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O resultado reflete uma recuperação moderada, com ritmos distintos entre as principais economias do grupo.

Desempenho positivo em sete países do G20

De acordo com a OCDE, sete países apresentaram aceleração do crescimento em relação ao segundo trimestre de 2025, enquanto outros sete tiveram desaceleração e dois registraram retração. Entre os destaques positivos estão Canadá, que passou de uma queda de 0,5% para um avanço de 0,6%, e Itália, que voltou a crescer, saindo de -0,1% para 0,1%. Já a Alemanha estabilizou sua economia após retração anterior, mantendo variação de 0,0%.

Ásia lidera expansão entre as grandes economias

Os melhores resultados foram observados em países asiáticos. A Coreia do Sul apresentou forte aceleração, com alta de 1,3% ante 0,7% no trimestre anterior. A Índia manteve ritmo robusto, subindo de 1,8% para 2,0%, e a China avançou levemente, de 1,0% para 1,1%. Na França, o crescimento também ganhou força, de 0,3% para 0,5%.

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Contrações e desacelerações em outras economias

Em contrapartida, parte das nações do G20 registrou queda ou desaceleração da atividade econômica. O Japão e o México apresentaram contrações de 0,6% e 0,3%, respectivamente. O crescimento enfraqueceu ainda na Arábia Saudita (de 1,9% para 1,4%) e na Turquia (de 1,6% para 1,1%).

Outras economias, como África do Sul (de 0,9% para 0,5%) e Austrália (de 0,7% para 0,4%), também registraram ritmo mais lento. O Brasil, o Reino Unido e a Indonésia tiveram pequenas quedas na expansão, variando de 0,3% para 0,1% e de 1,3% para 1,2%, respectivamente.

Crescimento anual é de 3,1% no conjunto do G20

Na comparação anual, o PIB agregado do G20 avançou 3,1% no terceiro trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. A Índia foi novamente destaque, com a maior taxa de crescimento entre os países do grupo, alcançando 8%, enquanto o México registrou o pior desempenho, com retração de 0,2%.

EUA ficam de fora do cálculo devido a shutdown

A OCDE informou que os dados dos Estados Unidos não foram incluídos no cálculo geral do PIB do G20 neste trimestre, em razão do shutdown governamental que impediu a atualização completa das estatísticas econômicas do país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

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Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

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O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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