Saúde

Plano de qualificação que vai preparar profissionais para migração à insulina análoga é debatido pelo Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde iniciou na terça-feira (24/2) uma oficina para debater as ações de educação e formação destinadas aos profissionais de saúde envolvidos na migração da insulina humana para a insulina análoga no Sistema Único de Saúde (SUS). Realizada em Brasília, a iniciativa seguiu até quarta-feira (25/02) e contou com a participação de representantes das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Atenção Primária à Saúde (SAPS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

As ações de qualificação e formação para os profissionais de saúde na transição das insulinas foram um dos encaminhamentos definidos no Grupo de Trabalho de Insulina do Ministério. O GT elaborou uma estratégia para migração e foi coordenado pela SCTIE, em conjunto com a SAPS, Secretaria Executiva (SE) do Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Na abertura do encontro, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri, reiterou que a incorporação das insulinas análogas, em especial da glargina, representa um avanço baseado em evidências e em sustentabilidade para o SUS. “Estamos promovendo uma transição responsável, com respaldo técnico e científico, garantindo que estados e municípios tenham segurança para implementar essa nova tecnologia e assegurar o melhor cuidado aos pacientes”, afirmou.

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Já Ana Luiza Caldas, secretária de Atenção Primária à Saúde (SAPS), reforçou o papel da coordenação do cuidado através da atenção primária na consolidação da transição terapêutica. “A atenção primária à saúde é a porta de entrada do SUS e onde está a maior parte das pessoas com condições crônicas, como a diabetes. Precisamos garantir que profissionais e usuários estejam preparados para utilizar a insulina análoga com segurança, fortalecendo o acompanhamento contínuo e o autocuidado”, declarou.

A formação a ser ofertada aos profissionais de saúde envolvidos na migração é fruto da parceria entre o Ministério da Saúde e o Conasems. Resultado também de uma articulação federativa, pontuou a representante do Conasems, a secretária de Saúde de Ivaiporã (PR), Cristiane Pantaleão. “A construção dessa estratégia foi feita de forma pactuada, ouvindo estados e municípios. Esse alinhamento é fundamental para que a implementação aconteça de maneira organizada e chegue de fato à ponta, beneficiando os usuários do SUS”.

A parceria prioriza ainda a estruturação de uma rede de multiplicadores. O objetivo é preparar esses profissionais para que, ao retornarem às suas regiões, repliquem o conhecimento técnico e operacional para as equipes locais, garantindo a capilaridade da capacitação. Haverá também curso disponibilizado para ensino à distância, entre outras metodologias.

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Brasil preparado

A estratégia de migração do tratamento ocorre em resposta à escassez global na produção de insulinas humanas e foi pactuada na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que definiu a inclusão das insulinas análogas no Componente Básico da Assistência Farmacêutica (Cbaf). A implementação, iniciada com insulina glargina em virtude da disponibilidade do medicamento proveniente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), será gradual e planejada, permitindo ajustes logísticos e adesão segura dos usuários antes da ampliação nacional.

Canetas reutilizáveis

Durante a oficina, também foi destacada a introdução da caneta aplicadora reutilizável para administração das insulinas humanas NPH e regular. A medida foi adotada em 2025 e é considerada um avanço tecnológico e logístico. Diferentemente das versões descartáveis, o dispositivo é um bem durável por até três anos após o primeiro uso.

Protocolo atualizado

A publicação do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) também esteve na pauta. Publicada nesta terça-feira (24), a atualização oficializa a recomendação da insulina análoga de ação prolongada como alternativa terapêutica no SUS.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde amplia acesso ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes com novo acelerador linear no Hospital do GRAAC, em São Paulo

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (16) o Hospital do GRAACC, em São Paulo, onde um novo acelerador linear foi instalado para ampliar o tratamento oncológico de crianças e adolescentes. Com o equipamento de alta tecnologia, a oferta de radioterapia será ampliada em 600 atendimentos. O investimento do Ministério da Saúde foi superior a R$ 8 milhões, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Na capital paulista, Padilha também habilitou o hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) como Centro de Atendimento de Urgência para pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), que passará a contar com maior repasse anual de recursos federais.

O novo centro de radioterapia já está em funcionamento e permite tratar mais pacientes em menos sessões, com maior precisão e menor incidência de efeitos colaterais. A instalação contribui para reduzir o tempo de espera e evitar deslocamentos para outras cidades, permitindo que crianças e adolescentes com câncer iniciem o tratamento mais perto de casa, com o suporte da família. Isso impacta diretamente a qualidade de vida e as chances de sucesso do tratamento oncológico.

“Essa tecnologia de ponta faz parte da maior expansão de centros de radioterapia do país. Neste ano, vamos alcançar, pela primeira vez, pelo menos um centro de radioterapia em cada estado do Brasil. Em São Paulo, são mais de 20 novos equipamentos ultramodernos, que oferecem aos pacientes do SUS o que há de melhor no tratamento”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

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O novo acelerador linear integra um pacote de entregas do programa Agora Tem Especialistas, estratégia do Governo do Brasil voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, além da ampliação da oferta de atendimento especializado próximo à população. Em todo o país, já são 155 aparelhos viabilizados, com potencial para realizar cerca de 93 mil atendimentos por ano. A expansão da rede de radioterapia contribui para agilizar o início do tratamento e reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes.

Centro de Atendimento para AVC

Padilha também esteve no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de SP (Unifesp), para habilitar a unidade como Centro de Atendimento de Urgência tipo III para pacientes com AVC. Referência no atendimento a doenças cerebrovasculares, o HSP passa a contar com 10 leitos específicos para AVC e receberá custeio anual federal de R$ 1,1 milhão. A estrutura do hospital inclui ambulatório especializado, suporte diagnóstico com Doppler transcraniano e atuação integrada com as demais unidades do hospital, assegurando cuidado completo aos pacientes de cardiologia, além de integrar a rede referenciada do SUS, que garante socorro rápido a quem precisa.

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“Aqui, estamos diante de um serviço público de excelência. Vamos salvar muitas vidas aqui e formar profissionais que vão atuar não só neste hospital, mas em todo o Brasil. Temos residentes da área médica e multiprofissional que integram o corpo clínico de uma unidade em expansão e que sairão daqui para atender a população em diferentes regiões, levando a experiência adquirida”, afirmou o ministro da Saúde. 

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

Essa habilitação representa mais agilidade no atendimento e amplia as chances de recuperação de pessoas que sofrem um AVC. A medida fortalece a rede de atenção na cardiologia, área prioritária do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa permite que o paciente tenha acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado. No caso do AVC, esse tempo é decisivo: quanto mais rápida a assistência, menores são as sequelas e maiores as chances de salvar vidas.

Durante agenda na Universidade Federal de São Paulo, Padilha anunciou ainda a construção do novo Hospital Universitário da Unifesp (HU-Unifesp). Com estrutura totalmente voltada para o atendimento ao SUS, 100% gratuito, a nova unidade será o hospital universitário mais moderno do país e beneficiará mais de três milhões de habitantes da Zona Sul da cidade de São Paulo.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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