Ocorrerá, neste sábado (23.08), o plantão da Justiça Eleitoral para atender eleitores e eleitoras, na Casa da Democracia, em Cuiabá, em regime de mutirão. Os atendimentos serão das 9h às 15h, coordenados pelo Cartório da 39ª Zona Eleitoral, e fazem parte das ações estratégicas em atendimento ao plano da Corregedoria Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), com foco no cadastramento biométrico.
Para os serviços, serão disponibilizados oito servidores(as). O objetivo é proporcionar mais comodidade à população que, muitas vezes, não consegue comparecer a um ponto de atendimento da Justiça Eleitoral durante a semana, em função do regime de trabalho.
É importante esclarecer que qualquer eleitor ou eleitora pode procurar o atendimento neste sábado (23.08), ou seja, o atendimento não é restrito a pessoas que pertencem apenas à 39ª Zona Eleitoral ou que morem apenas em Cuiabá, uma vez que o TRE-MT instituiu o projeto Zonas Sem Fronteiras. A iniciativa permite que qualquer morador do estado de Mato Grosso seja atendido em uma unidade do TRE-MT, independente do domicílio eleitoral.
A Casa da Democracia está localizada na Av. Historiador Rubens de Mendonça, n° 4.750, no Centro Político e Administrativo, em Cuiabá. Mais informações ou dúvidas podem ser sanadas pelo Disque Eleitor: 0800 647 8191.
Mais segurança
A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação. No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica.
Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros. A meta da Corregedoria Regional Eleitoral é ampliar o cadastramento biométrico, atingindo pelo menos 98% do eleitorado mato-grossense. Atualmente, este índice está em 89,03%.
Para fazer a biometria, basta apresentar um documento oficial com foto. Já para transferir domicílio eleitoral, é preciso, além do documento pessoal, apresentar comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos que forem tirar o primeiro título também devem levar o comprovante de quitação militar.
Jornalista: Nara Assis
#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada de um prédio identificado como Casa da Democracia, com letras grandes e pretas em destaque na parede. No canto superior direito, há um balão de destaque com a mensagem “Cadastre a biometria”, incentivando os cidadãos e cidadãs a realizarem o procedimento.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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