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Plantio da safra de milho 2025/26 avança no Centro-Sul e alcança 88,1% da área prevista, aponta Safras & Mercado

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Safra de verão 2025/26 mantém bom ritmo de plantio no Centro-Sul

O plantio da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil alcançou 88,1% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até a última sexta-feira (21), segundo levantamento divulgado pela Safras & Mercado. O desempenho mostra bom avanço em relação às semanas anteriores, mesmo com diferenças regionais no ritmo das atividades.

Sul do país praticamente conclui a semeadura

Nos estados do Sul, o plantio está praticamente encerrado.

  • Rio Grande do Sul: 99,8% dos 946 mil hectares previstos já foram semeados;
  • Santa Catarina: área totalmente plantada, com 100% dos 607 mil hectares concluídos;
  • Paraná: também com 100% da área finalizada, em 547 mil hectares;
  • São Paulo: atingiu 95,9% dos 295 mil hectares estimados.

O bom desempenho nesses estados é reflexo das condições climáticas favoráveis durante o início da safra, permitindo um andamento dentro do cronograma planejado.

Centro-Oeste avança em ritmo mais moderado

Nos estados do Centro-Oeste, o avanço é mais gradual devido à irregularidade das chuvas em algumas regiões.

  • Mato Grosso do Sul: já plantou 90,2% dos 30 mil hectares estimados;
  • Goiás e Distrito Federal: atingem 55,7% da área prevista de 287 mil hectares;
  • Mato Grosso: registra 66,7% dos 11 mil hectares concluídos.
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O ritmo mais lento nessas áreas reflete a cautela dos produtores, que aguardam condições climáticas mais estáveis antes de avançar com a semeadura final.

Minas Gerais mantém progresso estável

Em Minas Gerais, o plantio do milho chega a 70,6% da área estimada de 854 mil hectares, mantendo um ritmo próximo à média histórica para o período. O estado segue como um dos principais polos produtores da safra de verão na região Sudeste.

Ritmo ligeiramente abaixo da média dos últimos anos

No mesmo período do ano passado, o plantio de milho estava 95,2% concluído da área estimada de 3,499 milhões de hectares, número superior ao observado neste ciclo. Já a média dos últimos cinco anos para o período é de 90,7%, o que indica um leve atraso em 2025/26.

Apesar disso, analistas da Safras & Mercado destacam que a semeadura segue em ritmo satisfatório e deve ser concluída dentro da janela ideal, caso as condições climáticas se mantenham favoráveis nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo de plantas daninhas no plantio direto ganha novas estratégias e pode elevar produtividade da soja

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A intensificação da resistência de plantas daninhas aos herbicidas e a crescente preocupação com a conservação do solo têm levado produtores rurais a repensar práticas de manejo dentro do sistema de plantio direto no Brasil.

Em um cenário de aumento no número de aplicações químicas sem garantia de controle eficiente, além da elevação dos custos por hectare, o setor busca alternativas mais sustentáveis e produtivas para o controle de invasoras.

Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru seguem entre os principais desafios nas lavouras, impulsionadas pela persistência do banco de sementes no solo, que pode permanecer viável por longos períodos.

Plantio direto exige manejo mais estratégico das plantas daninhas

Presente em mais de 35 milhões de hectares no país, o sistema de plantio direto demanda estratégias integradas para manter produtividade e preservar a estrutura do solo.

Nesse contexto, o uso de ferramentas mecânicas de baixa mobilização no pré-plantio vem ganhando espaço como prática complementar ao manejo químico. A proposta é atuar de forma superficial, auxiliando na organização da palhada e no controle inicial das plantas daninhas, sem comprometer os princípios do sistema conservacionista.

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Tecnologia mecânica ativa banco de sementes e melhora eficiência do controle

A tecnologia Kelly, desenvolvida pela São José, atua no pré-plantio promovendo a desestruturação inicial das plantas invasoras e estimulando a germinação do banco de sementes, o que facilita o controle posterior.

Segundo Diogo Salvador, especialista de produto da empresa, o objetivo é aumentar a eficiência das operações de dessecação. “Com a ativação do banco de sementes, o produtor consegue maior eficiência no controle, reduzindo a necessidade de aplicações sequenciais”, explica.

Ensaios conduzidos pela GeoMec em áreas comerciais no Sul do Brasil indicam que o manejo mecânico pode, em determinadas condições, eliminar a necessidade de herbicidas nessa etapa inicial, reduzindo em até 100% o uso desses insumos no pré-plantio.

Ganhos de produtividade e redução de custos no campo

Os estudos também apontam resultados econômicos relevantes, com incremento médio de até 4 sacas de soja por hectare e redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare, considerando menor número de operações e racionalização do uso de herbicidas.

Além do impacto agronômico, a tecnologia contribui para maior eficiência operacional, permitindo cobertura mais rápida de grandes áreas e melhor aproveitamento das janelas de plantio.

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Tendência é de integração entre manejo químico e mecânico

A adoção desse tipo de solução já é observada principalmente nas regiões Sul e Oeste do país, onde produtores buscam equilibrar controle de plantas daninhas, conservação do solo e viabilidade econômica.

A tendência, segundo especialistas, é a ampliação de sistemas integrados de manejo, combinando métodos mecânicos e químicos para aumentar a eficiência produtiva e a sustentabilidade das lavouras no médio e longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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