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Plantio da safrinha se aproxima de 100% e inscrições para concurso de produtividade entram na reta final

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Plantio da safrinha avança e reforça importância da produção nacional

Com o plantio da segunda safra de milho próximo de 100% nas principais regiões produtoras do Brasil, o setor entra em uma fase decisiva para a definição do potencial produtivo.

De acordo com estimativa da Céleres Consultoria, a safrinha 2025/26 deve alcançar 18,76 milhões de hectares semeados, com produção projetada em 117,64 milhões de toneladas, consolidando seu papel estratégico no abastecimento interno.

Inscrições para concurso de produtividade entram na fase final

Diante desse cenário, o GETAP segue com inscrições abertas até o dia 30 de abril. A iniciativa se destaca como uma plataforma de avaliação comparativa de desempenho agronômico em áreas comerciais de milho.

Segundo o coordenador Gustavo Capanema, o momento é estratégico para monitoramento das lavouras.

“O concurso permite transformar dados de campo em indicadores técnicos, possibilitando ao produtor avaliar com precisão o potencial produtivo da sua área”, afirma.

Janela curta de plantio exige eficiência operacional

Do ponto de vista técnico, o sucesso da safra está diretamente ligado à eficiência na implantação, especialmente devido à curta janela de semeadura da safrinha.

A sincronização entre a colheita da soja e o plantio do milho, aliada à capacidade operacional e ao uso adequado de máquinas, é fundamental para posicionar a cultura no período ideal e reduzir riscos climáticos ao longo do ciclo.

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Manejo inicial é decisivo para garantir produtividade

Outro fator essencial para o desempenho da lavoura é a qualidade do estabelecimento inicial da cultura. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Tratamento adequado de sementes
  • Uso de insumos de alta qualidade
  • Escolha de híbridos com elevado potencial genético
  • Estratégias eficientes de nutrição inicial

Esses elementos são determinantes para garantir uniformidade de emergência, vigor das plantas e um estande adequado, mesmo em condições climáticas adversas.

Alto nível técnico impulsiona expectativas para a safra

De acordo com Capanema, o perfil dos participantes do GETAP demonstra elevado nível de tecnificação, o que sustenta expectativas positivas para a safra atual.

Esse cenário indica potencial para altos rendimentos, especialmente entre produtores que adotam práticas avançadas de manejo e tecnologia no campo.

Resultados anteriores destacam produtividade elevada no país

Os resultados da última edição do concurso reforçam o alto nível produtivo alcançado no Brasil.

O grande campeão nacional foi Mateus Passinatto, de Campos de Júlio, com produtividade de 268,4 sacas por hectare em cultivo sequeiro, utilizando tecnologia da Corteva.

Na categoria irrigado, o destaque foi Douglas Orth, de Correntina, com 244,9 sc/ha, inscrito pela Bayer.

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Outros destaques regionais incluem:

  • Fagner Santana, de Inhambupe: 232,5 sc/ha (sequeiro)
  • Avanilda Santeiro, de Mineiros: 238,9 sc/ha (sequeiro)
  • Hélio Yamamoto, de Paracatu: 221,7 sc/ha (irrigado)
  • Joaquim Nishi, de Capão Bonito: 220,5 sc/ha (irrigado)
  • Família De Bortoli, de Mariópolis: 203,1 sc/ha (sequeiro)
Prazo final se aproxima e produtores ainda podem participar

Com as lavouras já estabelecidas, o foco passa a ser o monitoramento técnico, ajustes de manejo e mitigação de riscos ao longo do ciclo.

Para os produtores interessados, o prazo de inscrição termina em 30 de abril, sendo esta a última oportunidade de participação nesta safra.

O cadastro pode ser feito diretamente no site oficial do GETAP ou por meio de patrocinadores. Também há opção de inscrição gratuita para produtores independentes, mediante uso de cupom disponibilizado na plataforma.

Setor entra em fase decisiva da safra

Com o plantio praticamente concluído, o desempenho da safrinha dependerá, a partir de agora, das condições climáticas e da eficiência no manejo das lavouras.

Nesse contexto, iniciativas como o GETAP ganham relevância ao oferecer métricas técnicas e comparativas que ajudam o produtor a maximizar resultados e aprimorar a gestão da produção.

Inscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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