Ministério Público MT

Plantio de ipês marca luta contra feminicídio em Cuiabá

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Na próxima quinta-feira (05), durante a Semana do Meio Ambiente de Cuiabá, será realizado o plantio de 65 mudas de Ipê Roxo, em homenagem às vítimas de feminicídios no Estado de Mato Grosso. Ação é uma iniciativa do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar do Ministério Público de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.O local escolhido para o plantio permanente das mudas é o Parque da Família Mahatma Gandhi, localizado na Avenida Vereador Juliano Costa Marques, no bairro Terra Nova em Cuiabá – atrás do Shopping Pantanal.A ação contempla o replantio de 54 mudas, anteriormente retiradas da 2ª Etapa do Parque Tia Nair, além do plantio de 11 novas mudas de ipês, representado as mulheres vítimas de feminicídios no Estado de Mato Grosso nos anos de 2024 e 2025, até o mês de maio.O espaço receberá uma Placa do Memorial das Vítimas de Feminicídios em Mato Grosso, vinculado ao projeto “Em Memória Delas”, do Observatório Caliandra, que preserva a história das vítimas de feminicídios, suas identidades e trajetórias interrompidas pela violência. A placa também disponibiliza informações sobre canais de denúncia e emergências, promovendo conscientização e mobilização social.Em 2024, o Estado de Mato Grosso registrou 47 casos de feminicídios, e em 2025, até o mês de maio são 18 mulheres assassinadas, com 83% de denúncias formalizadas pelo Ministério Público Estadual no crime de feminicídio, tipificados com base no Art. 121-A do Código Penal, conforme a Lei 14.994/2024.O memorial vivo convida a população à reflexão, ao luto coletivo, à lembrança das vítimas e ao compromisso com o enfrentamento da violência contra as mulheres e meninas em todo o estado.O Ipê Roxo foi escolhido por ser símbolo de força, beleza e resistência. Sua florada roxa homenageia cada mulher, filha, mãe, tia e amiga que deixou de florescer por ser mulher e que nenhuma mulher deve ser silenciada ou esquecida. O que: Replantio e Plantio de Mudas de IpêQuando: 05/06/2025 – quinta-feiraOnde: Parque da Família – Av. Vereador Juliano Costa Marques, no bairro Terra Nova em Cuiabá – atrás do Shopping Pantanal.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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