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Plataforma AdaptaBrasil MCTI é apresentada na semana nacional de inovação 2025

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A plataforma AdaptaBrasil, que apresenta dados e informações sobre risco climático para áreas estratégicas para o país foi tema de uma das atividades nesta terça-feira (30) na Semana Nacional de Inovação 2025, promovida pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em Brasília (DF).

A mesa organizada pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) destacou como inovação tecnológica e governança climática podem caminhar juntas. Os painelistas debateram iniciativas institucionais concretas e em andamento que envolvem tecnologias e informações georreferenciadas no apoio à tomada de decisão sobre políticas governamentais e como podem apoiar no enfrentamento à crise climática e na preservação do meio ambiente.

Além da plataforma AdaptaBrasil, foram apresentadas a plataforma Georedus, que disponibiliza dados georreferenciados em nível intramunicipal, e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), base de dados sobre informações ambientais dos imóveis rurais do país. Cada iniciativa apresenta dados e informações diferentes atendendo a necessidade específicas.

De acordo com a moderadora e pesquisadora do ITS, Gabriella da Costa, mesa faz parte da ‘mutirão tecnoclima’ que apoia a presidência da COP30 na busca por ferramentas que possam subsidiar ou inspirar reflexões de outros países a implementarem soluções tecnológicas para o enfrentamento da mudança do clima, bem como sinalizar oportunidades e desafios na implementação dessas tecnologias. “Temos trabalhado na tecnologia como uma resposta transversal, ao lado do financiamento climático, para levar insights e soluções de enfrentamento a mudança do clima”, explicou Costa na abertura. Segundo ela, os principais aspectos do diálogo serão incorporados ao relatório que será enviado à presidência da COP30.

O supervisor da componente de Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação do projeto Ciência&Clima e integrante da Coordenação-Geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Sávio Raeder, apresentou os principais aspectos da plataforma AdaptaBrasil, destacando a metodologia utilizada para avaliar o risco climático, que considera as ameaças climáticas, a vulnerabilidade (incluindo sensibilidade e capacidade adaptativa) e a exposição.

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A plataforma apresenta os riscos climáticos projetados para 2030 e 2050 em nove setores estratégicos. Para exemplificar, ele apresentou o setor de segurança alimentar, que foi recentemente redesenhada para trabalhar com impactos em cadeia. A plataforma avalia as dimensões da segurança alimentar: a produção e o acesso aos alimentos.

“Essas informações são muito importantes para a construção de planos de adaptação em todas as esferas, desde a federal até a municipal”, sintetizou Raeder.

O diretor de tecnologia e inovação do Instituto ORI:ORO, Simon Fan, apresentou os recursos da plataforma Georedus. Uma rede colaborativa de dados urbanos que utiliza ferramentas tecnológicas para apresentar informações em apoio à tomada de decisão. Um dos recursos da plataforma é a visualização de informações, por exemplo, sobre faixa etária, escolaridade e raça da população, e também sobre equipamentos públicos, como escolas e unidades de saúde, além da cobertura de saneamento e arborização. A apresentação de dados em modo georreferenciado facilita a análise por gestores que não estão familiarizados com grande volume de dados. “A ideia é auxiliar inclusive na regionalização do orçamento, pensando nas desigualdades dentro dos municípios”, explicou Fan.

A coordenadora-geral de Gestão de Sistemas do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do Sistema Florestal Brasileiro, Giovanna Aguiar, relatou a experiência em gestão de sistemas digitais que apoiam a agenda ambiental e fundiária. Ela lembrou que o sistema foi criado para atender as demandas do Código Florestal e que hoje consegue apresentar camadas de informações que são importantes para o planejamento da produção agropecuária, além de apoiar políticas ambientais. Segundo Aguiar, o CAR é uma fonte de dados importante para políticas públicas, pois alimenta informações para ações como o pagamento por serviços ambientais e a concessão de crédito agrícola.

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A plataforma deve ser apresentada durante a COP30 como uma inspiração para outros países para preservação da vegetação nativa nas propriedades rurais. “Levar esse conceito para os países é o que queremos fazer”.

Oficina AdaptaBrasil – Os participantes da semana de inovação terão oportunidade de participar da oficina “Uso da plataforma AdaptaBrasil para capacitação em adaptação climática”. A atividade será realizada nesta terça-feira (30), das 16h30 às 18h30, abordará a avaliação de riscos climáticos no planejamento de ações de adaptação dos municípios. Conceitos básicos e demonstrações práticas na consulta de informações da plataforma para aplicação na gestão pública. Os interessados devem se inscrever por meio do site https://semanadeinovacao.enap.gov.br/.

Sobre o AdaptaBrasil – O AdaptaBrasil é uma plataforma pública que mapeia riscos climáticos no país e oferece dados e indicadores para apoiar políticas de adaptação. A plataforma produz informações a partir de dados públicos e análises colaborativas de especialistas de diferentes instituições, oferecendo dados concretos que podem subsidiar a tomada de decisão por gestores públicos e pela sociedade em geral. Esses insumos passam por padronização e validação metodológica, permitindo comparar territórios, identificar fatores que mais pesam no risco local e priorizar investimentos. Em um só ambiente, reúne informações sobre ameaça climática, exposição e vulnerabilidade, traduzidas em mapas comparáveis por município e projeções para diferentes horizontes temporais e cenários.

A plataforma AdaptaBrasil é desenvolvida por meio de cooperação entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Rede Nacional de Pesquisa e Ensino (RNP) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Atualmente, é uma das bases científicas utilizadas para a construção do Plano Clima Adaptação e apontada na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira para prover informações sobre risco climático nacional.

Acesse o site do AdaptaBrasil.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI mobiliza quase R$ 39 bilhões em novo pacote de R$ 140 bilhões para a indústria brasileira

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mobilizará R$ 38,5 bilhões para impulsionar a Nova Indústria Brasil (NIB) até dezembro de 2026. O valor integra o pacote de mais de R$ 140 bilhões anunciado nesta segunda-feira (22), durante a assinatura da Carta de Compromisso Investe Mais Indústria – Mais Financiamento para a Indústria, no Rio de Janeiro (RJ). Os recursos vão fortalecer a inovação e a competitividade da indústria brasileira. 

O acordo foi firmado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O montante será direcionado às seis missões da política industrial brasileira, abrangendo cadeias agroindustriais, complexo industrial da saúde, transformação digital, bioeconomia, transição energética, infraestrutura e tecnologias críticas para a soberania nacional. 

Dos R$ 140 bilhões anunciados, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo BNDES. Já as instituições vinculadas ao MCTI responderão por R$ 38,5 bilhões em investimentos, somando R$ 37,5 bilhões da Finep e R$ 1 bilhão da Embrapii em 2026. A iniciativa contribui para que a Nova Indústria Brasil ultrapasse R$ 750 bilhões em recursos mobilizados entre 2023 e 2026. A estratégia também prevê o lançamento do Portal Investe Indústria Brasil, ferramenta criada para identificar oportunidades de investimento e auxiliar na superação de gargalos enfrentados por diferentes setores produtivos. 

Durante o anúncio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o papel da articulação entre as instituições públicas para ampliar os investimentos em inovação e desenvolvimento produtivo. “Esse anúncio nos mostra que, quando as instituições se articulam na elaboração e execução de uma política, o resultado é mais inovação e desenvolvimento para o Brasil”, disse a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. “No mundo todo, os países que lideram o desenvolvimento alinham política industrial e política de inovação, porque a indústria do futuro é verde, digital e intensiva em conhecimento e tecnologia”, destaca”, completou. 

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Luciana Santos também anunciou a ampliação dos investimentos do MCTI na Embrapii. “Em 2026, o MCTI vai repassar à Embrapii R$ 440 milhões, maior valor anual já aportado pelo ministério nessa organização social desde sua criação, em 2013. Os recursos vão alavancar investimentos privados e permitirão contratar 550 projetos de inovação de empresas, em um valor total de R$ 1,2 bilhão”, disse. 

Os recursos destinados à Embrapii permitirão ampliar o apoio ao desenvolvimento tecnológico nas empresas brasileiras. Além dos 550 projetos previstos, serão credenciados três novos Centros de Competência voltados a áreas consideradas estratégicas para a indústria nacional. Entre elas estão hidrogênio de baixa emissão de carbono, inteligência artificial aplicada à produtividade industrial e minerais críticos e estratégicos. 

Ao comentar os resultados alcançados pelo banco nos últimos anos, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltou o papel do corpo técnico da instituição e a importância da confiança na gestão pública. 

“O que nós estamos assistindo hoje é apenas uma demonstração de que o Brasil não pode comportar mais aquele discurso atrasado entre a competência privada e a competência pública. O que é público e funciona tem que continuar público e funcionando. O que é privado e funciona tem que continuar privado e funcionando”, destacou Lula. 

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, falou da dimensão do apoio financeiro oferecido pelo banco e os resultados obtidos desde o início da atual gestão. “Em três anos e meio, nós fizemos R$ 862 bilhões de crédito na economia. O ano passado nós fizemos R$ 366 bilhões, mais de R$ 1 bilhão por dia. Hoje também temos um anúncio importante: os ativos do banco chegaram a R$ 1 trilhão e 15 bilhões. O banco precisa crescer com segurança, estabilidade e consistência. É isso que estamos fazendo”, declarou. 

Parceria para a neoindustrialização 

A assinatura da carta reforça a atuação integrada das instituições responsáveis pelo financiamento, pela inovação e pelo desenvolvimento industrial do país. A estratégia busca ampliar a oferta de crédito, subvenção econômica, capital para investimentos e apoio tecnológico às empresas brasileiras. 

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No caso da Finep, vinculada ao MCTI, os investimentos já destinados à Nova Indústria Brasil superam R$ 41 bilhões desde o lançamento da política industrial. Os recursos financiam desde projetos de pesquisa e desenvolvimento até iniciativas de maior risco tecnológico, contribuindo para aproximar o conhecimento científico das demandas do setor produtivo. 

Para o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, os novos aportes reforçam o papel da instituição no apoio à inovação e na ampliação da competitividade da indústria nacional. “Ao disponibilizar mais recursos para a inovação, a Finep cumpre o seu papel de indutora da ciência, da tecnologia e da competitividade no país. São recursos extremamente relevantes para a modernização da indústria brasileira e para a continuidade do apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento em fases iniciais”, afirmou. 

Já a Embrapii atua conectando empresas a instituições de ciência e tecnologia para acelerar o desenvolvimento de novos produtos, processos e soluções inovadoras. O modelo combina recursos não reembolsáveis e suporte técnico especializado, reduzindo custos e riscos para o setor industrial. 

O presidente da Embrapii, Alvaro Prata, destacou que a atuação da instituição busca aproximar o setor produtivo da infraestrutura científica e tecnológica disponível no país. “Uma política industrial só produz resultados quando existe coordenação entre os diversos instrumentos públicos e privados de apoio à inovação. A Embrapii foi criada justamente para conectar empresas, instituições de pesquisa e recursos públicos de forma ágil e eficiente, reduzindo burocracia e acelerando o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira”, concluiu. 

Com os novos aportes anunciados, o governo federal amplia os instrumentos disponíveis para estimular a inovação, fortalecer a competitividade da indústria brasileira e acelerar investimentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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