Educação

Plataforma Mais Professores apoia redes na formação continuada

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As formações ofertadas no portal de Formação Mais Professores, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec), já alcançaram 8.928.307 cursistas em todo o país. Desse total, 3.908.307 participantes concluíram os cursos com aproveitamento, enquanto 2.215.626 seguem ativos, em processo de formação. Os números evidenciam o alcance das ações formativas e a adesão contínua de profissionais da educação básica às ofertas do Ministério da Educação (MEC).  

Além da dimensão quantitativa, os cursos têm sido incorporados ao cotidiano das redes de ensino como ferramenta de formação continuada. Em Buriti, no Maranhão, os cursos do Avamec foram desenvolvidos junto à rede pública de ensino, alcançando docentes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, sendo realizados na modalidade semipresencial. O processo formativo trabalhou temáticas relacionadas à economia, questões sociais, ciência e tecnologia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, articulando conteúdos contemporâneos às práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula.  

De acordo com o cursista Miguel Michelan, a metodologia adotada contribuiu para qualificar o percurso formativo dos participantes. “A tutoria presencial e on-line demonstrou ser uma abordagem eficaz e inovadora para o desenvolvimento profissional, permitindo uma interação personalizada. É fundamental continuar a investir em programas de formação continuada que abordem temas relevantes e atuais, utilizando abordagens inovadoras para promover o desenvolvimento pessoal e profissional contínuo dos cursistas”, avaliou.  

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A formação combinou momentos presenciais com atividades realizadas na plataforma digital, possibilitando maior flexibilidade e acompanhamento contínuo dos cursistas. Esse modelo favoreceu a troca de experiências entre os participantes e a adaptação dos conteúdos à realidade da rede municipal, ampliando o potencial de aplicação prática dos conhecimentos adquiridos.  

A experiência mostra como o modelo semipresencial da cidade de Buriti (MA), no portal de formação Mais Professores, tem permitido às redes municipais estruturar percursos formativos voltados às necessidades locais, combinando acompanhamento pedagógico, flexibilidade de acesso e aplicação dos conteúdos no cotidiano escolar.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026

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De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026. 

Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos. 

Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias. 

A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma. 

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Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova. 

Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz. 

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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova. 

A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.  

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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita. 

Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema. 

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A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto. 

Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido. 

Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos. 

Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita. 

Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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