A Polícia Militar prendeu uma mulher, de 33 anos, por tentativa de homicídio, na madrugada desta quarta-feira (22.10), em Juara. A suspeita, que está grávida de oito meses, esfaqueou o companheiro no ombro e na costela utilizando um canivete.
A equipe policial foi acionada devido uma briga de casal em uma conveniência, no centro da cidade. Os policiais se deslocaram até o endereço para verificar os fatos.
No local, os militares encontraram a vítima, um homem, de 33 anos, caído no chão, com ferimentos no ombro e na costela. Em relato à PM, ele confirmou que a companheira o esfaqueou utilizando um canivete e que tentou desarmá-la. O homem foi socorrido por uma ambulância e encaminhado para o hospital, onde permanece em atendimento médico.
De imediato, os policiais entraram em diligências em buscas pela mulher. Em determinado momento, a suspeita foi localizada em frente a um hotel e abordada. Questionada sobre a situação, ela confessou aos policiais ter discutido com o companheiro, após encontrá-lo na conveniência com outra mulher, acreditando ser uma amante.
Em seguida, desferiu golpes utilizando um canivete que atingiu o ombro e a costela da vítima, e, durante a briga, se feriu com um corte na mão esquerda. A mulher ainda ressaltou que está grávida de oito meses.
Diante dos fatos, a suspeita recebeu voz de prisão e foi encaminhada para o hospital para atendimento médico e, posteriormente, encaminhada para a delegacia para as providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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