Mato Grosso

PM resgata vítimas de sequestro e tortura e prende faccionado às margens do Rio Cuiabá

Publicado

Policiais militares do 1º Batalhão de Cuiabá resgataram, na manhã desta segunda-feira (17.11), dois homens que estavam sendo submetidos a agressões por membros de uma facção criminosa às margens do Rio Cuiabá. Um dos suspeitos foi preso em flagrante após ser encontrado no local mantendo as vítimas amarradas e sob ameaças.

A ação criminosa teve início por volta das 6h, quando a equipe policial recebeu informações via Ciosp de que dois homens estariam sendo agredidos atrás de um barracão na região do bairro Praeirinho. Durante as rondas, os policiais localizaram uma motocicleta nas proximidades, o que levantou suspeitas sobre o local.

Ao descerem o barranco, os militares visualizaram os suspeitos, que fugiram ao perceber a presença da PM. Dois homens e uma mulher pularam no rio e não foram localizados. Já um dos envolvidos, de 20 anos, foi detido pela PM.

Após a prisão, os policiais encontraram as duas vítimas amarradas e com diversas lesões pelo corpo. Elas relataram que estavam em um bar quando foram abordadas pelo grupo, retiradas do estabelecimento e levadas ao local onde sofreram as agressões.

Leia mais:  Encontro Estadual de Procons aborda responsabilidade das instituições financeiras na concessão de crédito

Segundo as vítimas, todos os suspeitos estavam armados e faziam constantes ameaças de morte. Elas foram agredidas com socos, chutes, pauladas e golpes com um espeto de ferro.

Os criminosos também vasculharam os celulares das vítimas em busca de informações sobre outras facções. Um dos homens informou que uma das suspeitas era sua ex-namorada, apontada como mandante do sequestro. O grupo também roubou duas motocicletas e três celulares.

Durante varredura no local, os policiais encontraram uma bolsa com 18 porções de substância análoga à maconha, três porções de pasta-base e materiais utilizados para embalagem de entorpecentes.

Diante dos fatos, o suspeito detido foi encaminhado para a Central de Flagrantes. Em consulta ao sistema, foi constatado que ele possui diversas passagens criminais por tráfico ilícito de drogas.

Disque-denúncia

A população pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, pelos números 190 ou 0800 065 3939.

Fonte: Governo MT – MT

Leia mais:  Polícia Civil prende inquilino que estuprou idosa de quem aluga imóvel em Sinop

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  PM entrega reforma da Base Comunitária de Segurança Pública São João Del Rey

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Corpo de Bombeiros combate incêndio em Escola Municipal em Juína

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana