A Polícia Militar de Mato Grosso deu início, na manhã desta segunda-feira (18.11), à 39ª edição dos Jogos Olímpicos da instituição. As competições seguem até a próxima sexta-feira (22) e reúnem mais de 300 atletas da corporação e de todos os 15 Comandos Regionais do Estado.
A cerimônia de abertura foi realizada no Quartel do Comando-Geral e contou com a presença das nove delegações participantes, sendo o Quartel do Comando-Geral (QCG), o 1º Comando Regional (Cuiabá), o 2º Comando Regional (Várzea Grande) e Ciopaer, o 3º, 9º e 15º CRs (Sinop, Alta Floresta e Peixoto de Azevedo); o 4º e 11º CRs (Rondonópolis e Primavera do Leste); o 5º, 10º e 13º CRs (Barra do Garças, Vila Rica e Água Boa); o 6º e 12º CRs (Cáceres e Pontes e Lacerda) e Grupo Especial de Fronteira (Gefron); e Comando de Policiamento Especializado (CPE) e Casa Militar.
Na solenidade, a entrada da tocha e acendimento da pira olímpica foi realizada pela soldado Janaína Soares, que representou o time do 4º e 11º Comandos Regionais, delegação campeã da última edição dos jogos. Em seguida, o juramento dos atletas foi conduzido pelo terceiro-sargento Nailson Magalhães Sousa, também do mesmo time.
Os atletas irão competir em modalidades individuais e coletivas como o futebol masculino, futsal feminino, vôlei de areia, natação, cabo de guerra, tiro esportivo, abordagens e pega-ladrão. Neste ano, a olimpíada também traz novas modalidades como beach tennis, xadrez, sinuca e provas de aptidões físicas.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou a importância da competição para a promoção de práticas esportivas e momentos de integração entre toda a tropa.
“A importância dessa competição está, principalmente, na união e confraternização entre todos nós irmãos de farda. Me sinto no dever de torcer por todos e oferecer uma competição segura e de qualidade, onde o foco está na promoção da nossa saúde, qualidade de vida e todas as qualidades positivas que só o esporte permite em nos proporcionar”, afirmou o comandante-geral.
Entrega de kimonos
A cerimônia de abertura também contou com a entrega de 265 kimonos, doados por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos (CPCDH), para projetos sociais das cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças e Tangará da Serra.
“Somente na Região Metropolitana, mais de duas mil crianças e adolescentes fazem parte desses projetos tão grandiosos. A Polícia Militar, além de garantir a segurança da população, também desenvolve um papel social e possibilita novas oportunidades aliadas à prática do bem, ensinando sobre cidadania, bons valores, contribuindo para uma sociedade mais segura”, afirmou o coronel Mendes, que realizou a entrega dos materiais.
Também estiveram presentes na solenidade a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), coronel PM Grasiele Bugalho; o secretário-adjunto de Integração da Operacional da Sesp-MT, coronel PM Cláudio Carneiro; a comandante-geral adjunta da PMMT, coronel Francyanne Siqueira Chaves; o subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira; o corregedor-geral da PMMT, coronel Fernando Augustinho Oliveira Galindo, entre outras autoridades.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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