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Poconé homenageia desembargadora e juiz com títulos de Cidadãos poconeanos

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Visão ampla do plenário. Uma mulher de cabelos brancos discursa no púlpito. Outras pessoas estão sentadas e em pé atrás da bancada principal, que exibe um brasão e plantas nas laterais.A Câmara Municipal de Poconé (104 km de Cuiabá) realizou, na noite de sexta-feira (15 de maio), uma sessão solene para a outorga de títulos de cidadania poconeana a personalidades que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento do município. A cerimônia ocorreu na sede do Poder Legislativo e reuniu autoridades, familiares, convidados e representantes da sociedade civil.
A concessão dos títulos foi proposta pelo presidente da Câmara, vereador Antônio Edson de Arruda Souza, o “Professor Edinho Ball”, com o objetivo de reconhecer a atuação de profissionais que, mesmo não sendo naturais da cidade, construíram uma trajetória de serviços relevantes à população de Poconé.
Mulher de cabelos brancos presos, brincos e blusa social branca discursa frontalmente atrás de um púlpito de madeira escura com um detalhe retangular claro na frente.Entre os homenageados, a desembargadora Clarice Claudino da Silva destacou a forte ligação construída com o município ao longo de sua carreira. Em seu discurso, relembrou o início da trajetória na magistratura, quando atuou na comarca ainda na década de 1980, período marcado por desafios sociais e econômicos.
“Aqui eu iniciei a minha jornada na magistratura, no mês de março de 1980. Permaneci por três anos bastante desafiadores, numa época em que enfrentávamos o fechamento do garimpo. Foi realmente um trauma para a sociedade, e atuamos fortemente para que tudo se reorganizasse”, recordou.
A magistrada também ressaltou o vínculo afetivo com a população local, evidenciando o sentimento de pertencimento construído ao longo dos anos. “Recebo essa homenagem com muito orgulho, porque ela vem ao encontro de um sentimento que sempre nutri. Sempre me considerei filha desta cidade, pois fui muito bem acolhida e abraçada por esta comunidade, da qual nunca me desliguei emocionalmente”, afirmou, ao agradecer aos vereadores e à população pelo reconhecimento.
Juiz José Antônio Bezerra Filho usa terno cinza e óculos, fala ao microfone em um púlpito de madeira escura. Ao lado esquerdo inferior, uma mulher de camisa branca olha para baixo, sentada em uma mesa.Outro homenageado, o juiz de Direito José Antônio Bezerra Filho, que também atuou em Poconé e atualmente coordena o programa Justiça Comunitária em Mato Grosso, destacou o acolhimento recebido durante sua passagem pela comarca e reforçou o compromisso com a sociedade.
“Agradeço a todos os pares desta Casa e à sociedade poconeana, que sempre nos acolheu, não só a mim, mas também à minha família. Agora, o compromisso é ainda maior com a responsabilidade de me tornar cidadão poconeano. Espero corresponder à altura a essa homenagem que me foi confiada”, declarou.

Autor: Ana Assumpção

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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