Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

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Oficiais de Justiça lotados na Central de Mandados de 2º Grau do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participaram da primeira “Capacitação, Aperfeiçoamento e Integração dos Oficiais de Justiça/Avaliadores de 2° Grau”, na Escola dos Servidores, em Cuiabá. A capacitação é resultado de uma parceria entre o TJMT e o Sindicato dos Oficiais de Justiça/Avaliadores de Mato Grosso (Sindojus-MT) e visa fortalecer a qualificação técnica dos profissionais. Diretores (as) das Secretarias da Coordenadoria Judiciária do TJMT também participaram.
 
O curso foi ministrado pelos oficiais de Justiça Edson Osmar Alviano Costa e Steven Couto Simon Coronado. Ambos são instrutores credenciados da Escola dos Servidores e estão lotados na Comarca de Sorriso.
 
Embora a capacitação tenha sido de três dias (12, 13 e 16 de setembro), os instrutores atuaram como consultores e acompanharam a rotina dos oficiais de Justiça e diretores (as) das secretarias. O objetivo foi observar a existência demandas específicas e identificar alguma dificuldade que pudessem ser sanadas para aprimorar o cumprimento dos mandados.
 
“Foi uma forma de fazer um link entre os dois setores, que devem trabalhar como uma engrenagem. Esta é uma forma de aprimorar o serviço ao cidadão, que é nosso cliente principal”, disse o instrutor Steven Coronado.
 
O instrutor Edson Alviano falou sobre o conteúdo e explicou que os temas contemplam inovações no cumprimento (de mandado) eletrônico, das funcionalidades, aplicativos de uso para facilitar o trabalho, principalmente, nas intimações e citações eletrônicas, também o uso e aplicação da CNGC (Código de Normas Gerais da Corregedoria-Geral da Justiça) e atualizações do Código de Processo Civil e do Penal.
 
“O curso aborda, de forma técnica, todas as atualizações para o desempenho do oficial de Justiça. A profissão é muito dinâmica e precisa de constante aprimoramento por parte dos profissionais.”
 
A diretora da Segunda Secretaria de Direito Público e Coletivo do TJMT, Marta Rezende, afirmou que a aproximação dos oficiais com as secretarias possibilita uma maior interação e mais celeridade nos procedimentos.
 
“O objetivo principal é que chegue aos cidadãos (as) um trabalho executado de forma célere e eficiente. Então, todos esses cursos e aprimoramentos fazem, tanto com que nós da Secretaria, quanto os oficiais, executem um trabalho mais célere e correto, de forma eficiente, alcançando quem realmente interessa e busca a Justiça, que é o cidadão (ã) do nosso Estado.”
 
O vice-presidente do Sindojus, Paulo Sérgio de Souza, disse que a qualificação continuada é uma prioridade para o sindicato. Além disso, a ação é um investimento no futuro da categoria e de trazer benefícios diretos para a qualidade do trabalho prestado à sociedade e ao Poder Judiciário. “Parcerias como esta, com o Tribunal de Justiça, mostram como a cooperação entre a instituição e as entidades sindicais fortalece o profissional e gera resultados positivos para todos.”
 
Oficiais de Justiça – Para a primeira mulher oficial de Justiça efetiva do TJMT, Maria das Graças Faria, que desde meados da década de 1980, atua no cumprimento de mandados, a capacitação dá uma segurança a mais na realização do trabalho, principalmente depois que as diligências também podem ser feitas por meio eletrônico (e-mail, WhatsApp).
 
“Depois que passamos a fazer as diligências de maneira eletrônica (durante a pandemia de Covid), muita coisa mudou e nos pegou desprevenidos. (…) Desde quando eu comecei até agora, é incrível como tudo mudou., Jamais pensei que poderia fazer a citação de alguém que estivesse no exterior e hoje já fizemos várias. Esse curso foi ótimo e me sinto mais preparada para o trabalho”, explicou ela.
 
Romeu Ribeiro Primo, oficial de Justiça há 35 anos, afirmou que o curso proporcionou aos oficiais, um melhor conhecimento das novas ferramentas tecnológicas, como o modo mais eficiente para utilizá-las e como recorrer às plataformas. De acordo com ele, atualmente a celeridade no cumprimento de mandado é mais rápida por telefone, e-mail e WhatsApp. Ele citou ainda a integração entre os oficiais de Justiça e as diretorias das secretarias.
 
“Com essa aproximação entre os setores, há abertura para podermos sanar qualquer dúvida sobre algum mandado, sugerir melhorias para aumentar ainda mais a produtividade no cumprimento dos mandados, de forma eficiente e rápida”, disse Ribeiro Primo. 
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: foto colorida panorâmica mostra uma sala de aula com mesas e computadores. Os alunos estão sentados e prestam atenção ao professor à frente. Imagem 2: instrutor Steven fala ao microfone da TV Justiça. Ele é um homem de pele clara, cabelos e olhos escuros e veste camisa lilás claro.Imagem 3: a foto mostra o instrutor Edson, que fala ao microfone durante entrevista à TV Justiça. Ele é um homem de pele, cabelos e olhos claros e veste camisa azul-marinho. Imagem 4: Marta Rezende fala ao microfone da TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos e olhos castanhos e veste blusa azul-escuro e jaqueta marrom. Imagem 5: a oficial de Justiça Maria das Graças é uma mulher de pele clara, olhos verdes e cabelos castanhos. Usa óculos de grau e está com blusa preta. Imagem 6: o oficial de Justiça Romeu também fala ao microfone da TV. Ele é um senhor de pele clara, calvo e grisalho, usa óculos de grau e camisa azul-clara.
  
Marcia Marafon 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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