Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário e Energisa realizam palestra sobre meio ambiente e doação de mudas em Várzea Grande

Publicado

O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Programa Verde Novo, e a empresa concessionária Energiza realizaram, em parceria, palestras educativas sobre meio ambiente e energia elétrica, para alunos do Instituto Volei Kids, que estudam na Escola Municipal de Ensino Básico Júlio Corrêa, localizada no bairro Parque do Sabiá, em Várzea Grande. Também foi realizado o plantio de mudas no terreno da escola e distribuídas 150 mudas de árvores frutíferas e nativas do Cerrado.
 
A engenheira florestal do Verde Novo, Rosiane Carnaíba, falou aos pequenos ouvintes sobre a importância da arborização urbana. “A ideia é conscientizar as crianças sobre os benefícios de se plantar árvores e, principalmente, da necessidade de termos cidades mais arborizadas para amenizar o calor e aumentar a umidade relativa do ar, que está muito baixa atualmente, em consequência da grande quantidade de incêndios florestais que estão ocorrendo nesse período.”
 
Rosiane contou que além da palestra, foi realizado o plantio de mudas de árvores “para incentivar as crianças a tomar gosto pelo plantar”. O palhaço Lelé Picolé Curimpampam, do Projeto Rebojando, reuniu a garotada para uma atividade lúdica. Ensinou as crianças sobre a  preservação do meio ambiente, garantindo muita interação e a diversão de todos. O personagem é interpretado pelo sargento da Polícia Militar Ambiental, Marcelo Luciano Pereira Campos.
 
O gerente de Gestão e Projetos da Energisa, Luzay Lopo, disse que ensinar para as crianças a importância de cuidar do meio ambiente é fundamental, já que elas são multiplicadoras de informação. Ele ensinou aos alunos sobre o sistema de energia elétrica e a importância de plantar espécies de árvores corretas para que a cidade volte a ser mais arborizada sem afetar as redes de eletricidade.
 
“Levar às crianças a importância de cuidar do meio ambiente é fundamental, já que elas são multiplicadoras de informação. (…) A Energisa não está aqui apenas para ser uma concessão de um serviço público. Ela é parceira das boas iniciativas que vão desenvolver, transformar e fazer o estado brilhar ainda mais”, disse o gerente. Cada criança ganhou a “Cartilha de Segurança com Energia Elétrica” elaborada pela Energisa.
 
Para a diretora da escola, professora Luzia Benedita de Arruda, é preciso conscientizar as crianças desde pequenas, para que cresçam conscientes e se tornem adultos que respeitem e preservem o meio ambiente. “Foi maravilhoso! Assim, sendo conscientizados desde pequenos, eles terão um futuro melhor, com menos poluição e mais saúde. O que eles aprenderam aqui vão praticar em casa, seja para a preservação das plantas ou através da economia de energia. Que o Verde Novo possa, cada vez mais, visitar as escolas. Gratidão por estarem aqui hoje.”
 
As crianças prestaram atenção às palestras e participaram ativamente das brincadeiras educativas. O pequeno João Miguel Almeida da Silva, de oito anos, contou exatamente o que aprendeu. “Aprendi que as árvores refrescam o meio ambiente e não pode deixar muito grande porque pode encostar no fio de luz e causar acidentes. E também, se todo mundo  queimar as árvores a gente pode ficar sem ar!”.
 
A Maria Eduarda Arruda de Souza, de sete anos, explicou direitinho como se planta. “Você faz um bercinho e coloca a muda. Aí coloca água e todo dia tem que molhar ela. São as árvores que dão frutos pra gente comer. Não pode colocar fogo na mata porque vai esquentar ainda mais o ambiente. Nosso mundo tem uma camada para proteger do raio solar, se colocar fumaça vai fazer furinho no raio solar (na camada de ozônio) e o raio solar vai queimar o meio ambiente.”
 
Sobre o Verde Novo – é um programa de arborização urbana do Poder Judiciário de Mato Grosso, executado em Cooperação Técnica com o Instituto Ação Verde e os municípios aderentes, em parceria com a Energisa, TVCA, Fiagril e Unicred.
 
O objetivo do programa é o de incentivar o plantio e a manutenção de árvores em Cuiabá, a fim de alcançar índices de arborização satisfatórios que contribuam para a melhoria na qualidade de vida da população. Árvores ajudam na redução da sensação térmica, no aumento da umidade relativa do ar e na purificação do ar.
 
O Verde Novo engloba atividades teóricas de conscientização ambiental, por meio de palestras, associada ao plantio de árvores em escolas e áreas públicas e privadas, além da distribuição de mudas.
 
Para saber mais sobre o Programa Verde Novo e como solicitar uma parceria, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou Instagram @projeto.verdenovo
 
#Paratodosverem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: a foto colorida mostra o grupo de crianças pequenas, sentadas no chão de uma quadra de esportes da escola. Todas estão uniformizadas com shorts azul e camiseta branca, com a logomarca do projeto Volei Kids e seguram uma muda de planta nas mãos. Atrás delas, em pé, estão alunos maiores e os realizadores dos projetos. Imagem 2: a foto colorida panorâmica mostra as crianças sentadas no chão da quadra em volta de um grande tapete desenhado com um caminho. Duas meninas, que estão em pé, e seguram um dado gigante cada. O palhaço observa. Imagem 3: a foto mostra o palhaço Lelé Picolé com um regador verde, despejando água nas mãos das crianças, que acabaram de plantar uma árvore. Imagem 4: A foto mostra João Miguel, um menino de oito anos, que usa camiseta do uniforme, tem olhos e cabelos escuros e curtos. Ele está olhando e falando para a repórter da TV Justiça que não aparece na foto.
  
Marcia Marafon/ Fotos: Alair Ribeiro 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia mais:  Projeto de sustentabilidade amplia resultados nas comarcas e reduz consumo de recursos no Judiciário

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Publicado

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia mais:  Comarca de Sorriso realizará mais de 1.000 Círculos de Construção de Paz até final de junho

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia mais:  Magistradas de MT levam experiências e ampliam diálogo internacional sobre equidade e justiça

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana