Um caminhão, carregado de cestas básicas, foi apreendido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (3.9), em ação realizada pela Delegacia de Mirassol d’Oeste. Os produtos eram distribuídos por membros de uma facção criminosa em locais investigados como ponto de venda de drogas na região de fronteira.
As investigações foram iniciadas depois que os policiais da Delegacia de Mirassol d’Oeste receberam informações das Delegacias de Comodoro e de Pontes e Lacerda, que indicavam que um caminhão-baú estava sendo utilizado por uma facção criminosa para distribuir cestas básicas nas cidades de Mato Grosso.
As entregas estavam ocorrendo nos municípios que estão em região de fronteira. A distribuição mais recente foi realizada em uma boca de fumo em São José dos Quatro Marcos. As informações apontavam, ainda, que a próxima entrega seria realizada na cidade de Mirassol d’Oeste.
Com base nas informações, os policiais de Mirassol d’Oeste passaram a monitorar por meio de câmeras de segurança e verificaram o momento em que o veículo entrou na cidade. O caminhão-baú seguiu para um bar, onde começou a descarregar as cestas básicas.
Os policiais realizaram a abordagem do motorista e do responsável pelo descarregamento do material. Questionados, eles confessaram que estavam há mais de 15 dias realizando as entregas das cestas básicas em várias cidades. Diante das evidências, as cestas básicas e notas fiscais foram apreendidas.
Os responsáveis pelas entregas foram conduzidos à Delegacia de Mirassol d’Oeste para prestar esclarecimentos, sendo posteriormente liberados. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Ataíde, todas as evidências indicam que os materiais apreendidos eram destinados por membros da facção criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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