Nove veículos e R$ 181 mil em espécie estão entre os bens e valores apreendidos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis durante a deflagração da Operação Infiltrados, nesta sexta-feira (27.09). Entre os veículos, estão uma Range Rover Evoque e um BMW.
A investigação, fundamentada a partir de quatro inquéritos policiais da Derf, apontou 43 envolvidos nos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico ilícito de drogas, integrar organização criminosa e lavagem de capitais.
Foram decretados, pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, 26 mandados de prisão preventiva, 34 mandados de busca e apreensão e 13 medidas cautelares diversas. Entre os alvos da operação, está um candidato a vereador pelo município, que foi alvo de buscas e teve o monitoramento por tornozeleira decretado pela Justiça, mas, até o momento, ele não se apresentou à Polícia Civil.
Os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Água Boa, Barra do Garças, Campinápolis, Guiratinga, Lucas do Rio Verde, Pedra Preta e Rondonópolis.
Bens apreendidos
Entre os nove veículos apreendidos – sete carros e duas motocicletas –, estão alguns de luxo como um modelo Range Rover Evoque e um BMW.
Já o dinheiro, que somou R$ 181.201,00, foi apreendido em cinco endereços diferentes em Rondonópolis. Apenas com um dos alvos da operação, os policiais civis encontraram R$ 90 mil em espécie.
Entre os alvos da Operação Infiltrados, está a Associação dos Familiares e Amigos de Recuperandos de Rondonópolis (AFAR). A investigação apurou que a entidade, declarada de utilidade pública por uma lei municipal em 2023, foi utilizada para lavagem de dinheiro e realização de eventos e assistencialismo em benefício de uma facção criminosa e de um candidato a vereador.
A sede da associação também foi alvo de busca e apreensão. No local, foram apreendidos um veículo e R$ 17 mil em espécie. A presidente da associação, L.V.D.C., de 29 anos, foi presa. Ela é irmã da dupla envolvida diretamente na liderança do tráfico na região da Vila Operária.
O Programa Tolerância Zero às Invasões de Terra, do Governo de Mato Grosso e coordenado pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), frustrou 12 tentativas de invasão de terras no Estado entre janeiro e setembro de 2026.
Esse número resultou na condução de 43 pessoas à delegacia e na apreensão de 15 armas, sendo cinco de fogo e 10 brancas (facas, facões, machados, entre outras).
Desde que foi criado, em março de 2023, o programa evitou 74 invasões, com a prisão de 400 participantes, além de apreender 49 armas de fogo e 39 armas brancas.
Nesses três anos e meio do Tolerância Zero às Invasões, a Sesp registrou tentativas de ocupações ilegais de propriedades em 43 municípios. Desse total, 16 tiveram mais de uma ocorrência.
O município de Cuiabá lidera o ranking, com 7 casos frustrados, seguido de Santo Antônio de Leverger, com seis ocorrências. Chapada dos Guimarães e São Félix do Araguaia têm, cada um, quatro registros e aparecem em terceiro lugar.
Em Cocalinho, Rondonópolis e Poxoréu, as ações policiais preveniram 9 invasões, sendo três em cada um. Na lista dos municípios onde ocorreram duas tentativas de invasões estão Alto Garças, Comodoro, Confresa, Juruena, Nossa Senhora do Livramento, Novo Mundo, Pontes e Lacerda, Ribeirão Cascalheira e Várzea Grande.
“O Tolerância Zero às Invasões de Terras é um programa mato-grossense que serve de referência para o país. Não permitir ocupações ilegais é defender o direito à propriedade e trabalhar pela manutenção da paz no campo. Essa ação, rápida e integrada das forças de segurança, exercida com base na legislação brasileira, está garantindo tranquilidade ao pequeno e grande produtor nos 142 municípios de Mato Grosso”, avalia a secretária de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho.
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