Mato Grosso

Polícia Civil cumpre buscas e prisões contra investigados por roubos e furtos de fios de cobre em Cuiabá

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (2.12), a Operação Metal Vermelho, para cumprimento de ordens judiciais, com foco na fiscalização de um estabelecimento comercial voltado para a compra e venda de sucata com o fim de verificação de indícios de receptação de equipamentos e fios de cobre de origem criminosa.

A operação realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá deu cumprimento a dois mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva contra investigados ligados a crimes de roubo e furto na capital.

A ação foi desencadeada após levantamentos investigativos apontarem suspeitas no comércio localizado na Avenida Miguel Sutil, na capital. Ao longo das apurações, equipes da Polícia Civil monitoraram o endereço e observaram pessoas suspeitas transportando materiais diversos, incluindo cabos de cobre, até o estabelecimento.

Durante o cumprimento das buscas, não foram constatadas irregularidades ou ilícitos no interior do comércio fiscalizado. Ainda assim, os elementos colhidos até o momento mantêm a necessidade de aprofundamento investigativo, especialmente para esclarecer a origem dos materiais monitorados e o possível envolvimento de terceiros na cadeia criminosa.

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Paralelamente às diligências de busca, foram executadas três prisões preventivas relacionadas a suspeitos de integrar grupos responsáveis por roubos a farmácias, estabelecimentos comerciais e furtos de fios de cobre na cidade de Cuiabá.

Segundo o delegado da Derf Cuiabá, Hugo Abdon, responsável pelas investigações, as medidas judiciais integram um conjunto de ações estratégicas voltadas à repressão qualificada de crimes patrimoniais e ao enfrentamento de esquemas de receptação que fomentam a prática delitiva.

“As investigações seguem em andamento, sob coordenação da Delegacia de Roubos e Furtos, para completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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