A Polícia Civil deflagrou, entre terça e quinta-feira (5 e 7.5), a Operação “Rota do Grão”, com alvo em um grupo criminoso especializado na subtração fraudulenta de cargas de soja e outros grãos, posteriormente comercializados no mercado clandestino. Os investigados estariam envolvidos no furto de quatro carregamentos de soja, na cidade de Juína, avaliados em aproximadamente meio milhão de reais.
No âmbito da operação policial, foram cumpridos cinco mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Poder Judiciário, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Juína. Além medidas cautelares de busca e apreensão de três conjuntos de carretas utilizadas na prática criminosa investigada.
Os mandados foram cumpridos nos municípios de Nova Mutum, Pedra Preta e Rondonópolis, contando com o apoio operacional da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar de Nova Mutum e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
O valor estimado dos bens apreendidos em poder da organização criminosa é de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
As investigações apuraram que, entre os dias 11 e 12 de agosto de 2025, os criminosos interceptaram negociações para envio dos grãos entre as empresas de transporte e armazenamento e induziram as duas empresas em erro, viabilizando o furto de quatro carregamentos de soja na cidade de Juína, com cargas avaliadas em mais de R$ 500 mil.
Para a ação criminosa, o grupo criminoso utilizou documentos falsificados e adulterados, dentre eles notas fiscais, Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH), guias de transporte e sinais identificadores de veículos automotores.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Jean Andrade Araújo, as circunstâncias podem configurar crimes de estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, além de outros crimes eventualmente constatados no decorrer das investigações.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar o destino das cargas subtraídas e apurar a existência de outros integrantes do grupo criminoso, bem como possíveis ramificações interestaduais do esquema.
O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, nesta sexta-feira (26.6), o Plano Estadual de Regularização Ambiental apresentado pelo Governo de Mato Grosso, reconhecendo a evolução do planejamento e a transição de um modelo artesanal para um sistema de gestão territorial mais automatizado.
A decisão foi proferida pelo ministro Flávio Dino, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que acompanha medidas estruturais voltadas à prevenção e ao combate de incêndios na Amazônia e no Pantanal.
“Merece registro positivo a estratégia adotada pelo Estado para o redesenho da lógica de funcionamento do Cadastro Ambiental Rural, com sua transformação em um instrumento ativo de governança ambiental e territorial”, afirmou o ministro, em um trecho da decisão.
O magistrado ressaltou, ainda, que Mato Grosso teve o maior ganho de escala entre todos os estados com a implantação do CAR Digital 2.0. O sistema possibilita a análise automatizada dos cadastros ambientais rurais com o cruzamento das informações declaradas pelos proprietários com as bases de referências homologadas pelo próprio Estado quanto à hidrografia, vegetação e área de preservação permanente.
Também foram destacados a transversalidade da política pública ambiental adotada em Mato Grosso com a integração entre o Plano de Combate ao Desmatamento e Incêndios (Cedif) e o Cadastro Ambiental Rural, e o desenvolvimento de módulos específicos para regularização ambiental dos assentamentos e de compensação ambiental.
Para a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a homologação do Plano Estadual de Regularização Ambiental pelo STF demonstra que Mato Grosso não apenas cumpre as determinações judiciais, mas se posiciona como referência nacional na implementação do Código Florestal.
“O Plano reafirma o compromisso do Estado com uma agenda ambiental moderna, baseada em dados, tecnologia e governança, na qual produção e conservação não são objetivos antagônicos, mas dimensões complementares de um mesmo projeto de desenvolvimento”, afirmou a secretária.
Plano Estadual
Até 2028, o Governo de Mato Grosso pretende concluir oito ações estruturantes, que incluem o processamento de 100% dos cadastros via automação por meio do Sistema CAR Digital 2.0, a conclusão das bases cartográficas e o tratamento manual de casos complexos.
O plano estabelece cronogramas de execução para todos os eixos, com definição de prioridades, metas trimestrais e mecanismos para avaliação contínua dos resultados alcançados, revisão periódica das estratégias adotadas e a correção de eventuais desvios de execução.
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