Mato Grosso

Polícia Civil cumpre ordens judiciais em investigação de fraude eletrônica contra empresa de cimentos

Publicado

A Polícia Civil, por meio do Núcleo de Estelionatos da 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande e com apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7.2), a Operação Votorantim para cumprimento de oito medidas cautelares contra investigados por estelionato eletrônico cometidos contra uma empresa de cimentos.

Entre as ordens judiciais cumpridas está um mandado de busca e apreensão domiciliar contra um dos alvos, na cidade de Pederneiras (SP). As demais medidas cautelares sigilosas visam a identificação, desarticulação patrimonial e consequentemente, o desmantelamento da associação criminosa.

O crime ocorreu em fevereiro de 2024, quando um dos investigados, se passando por um empresário e cliente da empresa de cimentos, fez um cadastro para comprar 560 sacos de cimento.

A compra fraudulenta foi realizada pela internet por meio do site pertencente à empresa de cimentos, sendo parte da carga entregue para o verdadeiro empresário e a outra parte em endereço indicado pelo estelionatário. Ao receber a carga de cimento em seu endereço, o empresário estranhou, uma vez que não havia feito o pedido e procurou a Polícia.

Leia mais:  Escola de Saúde Pública promove qualificação em mídias sociais para trabalhadores do SUS

Durante a apuração dos fatos ficou constatado que os estelionatários, se passando pelo empresário, venderam a carga adquirida fraudulentamente, e o dinheiro adquirido foi transferido para um comparsa, morador de Pederneiras, no interior de São Paulo.

Com base nos elementos apurados nas investigações, o delegado Ruy Peral representou pelas ordens judiciais contra a associação criminosa, que foram cumpridas na manhã desta sexta-feira (7), com a deflagração da operação.

O alvo da operação em São Paulo foi interrogado e, inicialmente, negou o envolvimento nos fatos, porém posteriormente, acabou confessando, que recebeu mais de R$ 10 mil em sua conta bancária e ganhou R$ 500 para emprestar a conta.

Com o cumprimento das ordens judiciais, as investigações seguem em andamento para apurar novos fatos e outros crimes que possam ter sido praticados pelo grupo, assim como a identificação dos possíveis envolvidos.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Seciteci participa da 4ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Araguaia

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Madrinha da unidade ambulatorial Trans, primeira-dama de MT destaca que Governo preza pela inclusão e acolhimento

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana