A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (12.02), a Operação Carbono, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas, com base no município de Juara e ramificações em outras cidades do Estado.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Juara, com apoio das Delegacias que integram a Regional de Juína, da Delegacia de Várzea Grande e da Delegacia de Campo Novo do Parecis.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão domiciliar em Juara, Campo Novo do Parecis, Brasnorte e Várzea Grande e um mandado de sequestro de um veículo Fiat Strada Volcano, apontado nas investigações como instrumento utilizado para o transporte de entorpecentes.
Conforme apurado pela equipe de investigadores da Delegacia de Juara, a facção criminosa possuía liderança local, responsável pelo gerenciamento da distribuição de entorpecentes e articulação com integrantes em outros municípios.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, três pessoas foram presas em flagrante, sendo dois em Juara, por tráfico de drogas, e um em Brasnorte, por posse irregular de arma de fogo.
Com o primeiro de Juara, de 25 anos, os policiais localizaram uma embalagem contendo cocaína, dezenas de pinos utilizados para embalar entorpecente, dinheiro em notas de pequeno valor e um aparelho celular.
Com o segundo, de 23 anos, foram apreendidos aproximadamente 14 gramas de maconha, balança de precisão, dinheiro em espécie e utensílios utilizados para preparo e fracionamento da droga.
Já em Brasnorte, um homem de 36 anos foi preso em flagrante após os policiais localizarem na residência dele uma espingarda calibre 32, duas armas de pressão bloqueadas para calibre 22, munições e uma porção de maconha.
Todo o material apreendido será submetido à análise pericial para continuidade das investigações.
Operação Pharus – Farol da Justiça
A Operação Carbono integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
O nome dado ao planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso, voltado ao combate às facções criminosas, evoca a imagem de uma estrutura imponente que projeta luz constantemente, atravessando a escuridão e alertando sobre os perigos ocultos. A mensagem busca mostrar que o Estado é o ponto de referência seguro que orienta a sociedade e, ao mesmo tempo, expõe e sinaliza as ameaças criminosas, tornando-as visíveis e combatíveis.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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