Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação grupo criminoso envolvido em homicídio em VG

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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta quinta-feira (9.4), a Operação Rastro Oculto, para cumprimento a mandados judiciais expedidos pela Justiça no âmbito de investigação que apura um homicídio qualificado ocorrido no ano de 2025, em Várzea Grande.

A investigação da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, resultou na decretação das ordens de prisão temporária e de busca e apreensão. Os alvos são cinco suspeitos, entre 20 e 35 anos, investigados por participação conjunta no crime.

Os mandados foram cumpridos no bairro Novo Mato Grosso, em Várzea Grande, e no interior da Penitenciária Central do Estado (PCE), onde um dos investigados encontra-se recolhido.

O crime

O homicídio qualificado foi praticado com extrema violência, no dia 15 de junho de 2025, no bairro Gilson de Barros, em Várzea Grande.

Jefferson Antunes Barbosa, de 32 anos, foi executado com vários disparos de arma de fogo em via pública. Os tiros atingiram a região da cabeça, tórax e costas da vítima.

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Conforme apurado pela DHPP, o crime foi praticado mediante atuação coordenada de um grupo criminoso, com divisão de tarefas dos integrantes e execução previamente ajustada, comprovando elevado grau de periculosidade social dos envolvidos.

“O homicídio qualificado cometido com crueldade, foi praticado em concurso de agentes, com emprego de arma de fogo, em plena via pública, e cometido no contexto de uma organização criminosa estruturada”, contou a delegada responsável pelo inquérito, Jéssica Assis.

A investigação aponta que as condições pessoais dos suspeitos demonstram propensão concreta à reiteração criminosa com articulação coletiva, o que reforça a necessidade das medidas cautelares judicias deferidas pelo Poder Judiciário.

Integração

A Operação Rastro Ocultou da DHPP de Cuiabá contou com apoio dos policiais civis da Delegacia de Polícia de Barra do Bugres e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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