Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação para apurar venda de acesso à internet em presídio de Pontes e Lacerda

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Pontes e Lacerda e com apoio da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade (445 e 520 km de Cuiabá respectivamente), deflagrou, nesta sexta-feira (14.3), a Operação Assepsia, para cumprir oito mandados judiciais em desfavor de três policiais penais lotados no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontes e Lacerda.

Os mandados foram cumpridos no CDP de Pontes e Lacerda e nas residências dos investigados. Dois policiais penais foram presos preventivamente. No armário de uma policial penal, dentro do Centro de Detenção Provisória, foi encontrado um aparelho roteador de internet.

Nas casas dos investigados foram encontrados aparelhos telefônicos e chips destinados ao ingresso ilegal na unidade prisional, além de arma de fogo, munições, dinheiro.

Investigações

As investigações iniciaram em 2024, após a tentativa frustrada de entrada de um colchão recheado com entorpecentes na unidade penal. A linha de investigação é de que policiais penais se associaram a reeducandos da unidade para facilitar a entrada de aparelhos telefônicos e entorpecentes.

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Os policiais também são investigados por vender a senha da internet da unidade prisional por R$ 5 mil para os presos acessarem a rede através de celulares.

A investigação também apura a suposta ocorrência do crime de coação no curso do processo, pois um policial penal é suspeito de ter oferecido dinheiro para um reeducando alterar seu depoimento na delegacia e, diante da recusa deste, teria passado a ameaçá-lo de morte dentro da unidade prisional.

Outro policial penal também é investigado pelo crime de concussão, sob a acusação de estar coagindo outro reeducando a assinar procurações e documentos que lhe beneficiariam em relação à exploração de minério.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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