A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (16.9), a Operação Primatus, para desarticular um grupo formado por membros de uma facção criminosa, que comandava um esquema de tráfico de drogas e outro de extorsão a garimpeiros e compradores de ouro em Aripuanã. A ação é realizada pelas Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e Delegacia de Aripuanã,
Estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão, quatro bloqueios de valores, quatro sequestros de veículos e duas suspensões de atividades econômicas de empresas. Quase todas as ordens judiciais estão sendo cumpridas em Aripuanã, apenas três mandados de prisão, que são em penitenciárias, são cumpridos em Cuiabá.
A operação investiga um grupo criminoso que se associou para praticar os crimes de tráfico de drogas, homicídios, extorsões, ameças, tortura e lavagem de dinheiro em Aripuanã. Todos os envolvidos são ligados a uma facção criminosa atuante em Mato Grosso.
Foram realizados dois meses de investigações, que apontaram um robusto esquema organizacional dentro do grupo criminoso, com suspeitos responsáveis pela liderança, por julgamentos, pelos castigos (conhecidos popularmente como “salves”), por extorsões a comerciantes, pela distribuição de drogas e até mesmo pelo “controle de qualidade” dos entorpecentes.
Havia também membros responsáveis por distribuir cestas básicas a pessoas carentes, como forma de cativar as famílias vulneráveis. Essas cestas eram adquiridas com dinheiro do tráfico, ou por pessoas que eram obrigadas a comprar, a mando da facção, por terem cometido algum ato que desagradasse o grupo criminoso.
“A Operação Primatus é fruto de uma investigação que nos possibilitou identificar, qualificar e entender a atuação dessa facção criminosa em Aripuanã. Inclusive, a maior parte dos alvos já possuem antecedentes criminais”, disse o delegado Rodrigo Azem, da Draco, responsável pela investigação.
Extorsão a garimpeiros
As investigações apontaram, ainda, que o grupo atuava em outro ramo criminoso. Havia uma parte da facção que vinha extorquindo compradores de ouro, garimpeiros e proprietários de áreas de extração de minério em Aripuanã. Por meio de grave ameaça, os criminosos estavam cobrando até 2% sobre a comercialização de ouro e na venda de áreas de exploração na região.
Esse mesmo braço do grupo também atuava no ramo de cobrança de dívidas particulares, recebendo repasses de credores, em troca de ficar com um percentual do montante recuperado.
Diante da investigação, o delegado Rodrigo Azem representou pelas 62 ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça e estão sendo cumpridas nesta terça-feira (16.9).
Dos 26 mandados de prisão, quatro são cumpridos em unidades penitenciárias de Cuiabá e os demais estão sendo cumpridos em endereços em Aripuanã. O bloqueio de valores será de até R$ 1 milhão. Foram sequestrados quatro veículos, uma I/RAM 3500, uma Toyota Hilux, um Chevrolet Camaro e uma Dodge Ram.
Duas empresas tiveram as atividades econômicas suspensas, uma do ramo de terraplanagem e outra de comércio de alimentos, ambas em Aripuanã.
Participam da operação 80 policiais civis da GCCO, da Draco, da Delegacia de Aripuanã, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Ciopaer e das regionais de Alta Floresta, Guarantã do Norte, Juína, Sinop e Tangará da Serra.
Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam cinco homens por crimes de tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma de fogo, em três ocorrências registradas na tarde desta segunda-feira (20.4), pela Operação Território Livre, em Pontes e Lacerda. Nas ações, três armas de fogo, um simulacro de arma e tabletes de drogas foram apreendidos.
Na primeira ocorrência, registrada por volta de 16h, a equipe da Rotam realizava patrulhamento pela BR-174 e encontrou um homem andando a pé, que correu em direção a uma residência ao ver as viaturas policiais. Diante da suspeita, o homem foi acompanhado e abordado no interior da casa.
Na busca pessoal e dentro do imóvel, os militares localizaram uma espingarda de calibre 12 carregada com cinco munições, um tablete e uma porção de cocaína. Aos policiais da Rotam, o suspeito afirmou ser membro de uma facção criminosa. Ele foi detido e conduzido à delegacia da cidade.
Alguns minutos depois, outra equipe da Rotam realizava patrulhamento urbano e visualizou um Volkswagen Gol prata com vidros escuros. Os policiais se aproximaram para a abordagem, momento em que o suspeito iniciou fuga em alta velocidade, desobedecendo às ordens de parada, mas sendo interceptado poucos metros depois.
Dentro do carro, estavam três homens. Na verificação do veículo, os militares localizaram um revólver de calibre .38 com numeração suprimida e carregado com seis munições. Um dos suspeitos se apresentou como dono da arma e revelou ter outros objetos ilícitos em sua casa.
Os policiais se deslocaram até o endereço do homem e encontraram uma pistola de calibre 9 mm com 10 munições e um simulacro de pistola. Também foram apreendidas porções de entorpecentes e os suspeitos foram conduzidos para a delegacia de Pontes e Lacerda.
Na última ocorrência registrada, os policiais da Rotam atenderam a uma denúncia de uma mulher que afirmou ter visto um homem receber um pacote de drogas em um posto de combustível. A denunciante também disse que o suspeito recebeu o pacote de um casal que estava em um carro e que teria sido xingada por um homem, ao notar que estava sendo observada.
Imediatamente, os militares seguiram para o estabelecimento, mas encontraram apenas o condutor do veículo, com as mesmas características informadas. Ao ser abordado, o homem demonstrou grande nervosismo. Com ele, foram encontradas pequenas porções e uma porção grande de maconha.
Questionado, ele confessou que estava apenas cumprindo ordens determinadas por uma facção criminosa. Ele também recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a delegacia de Pontes e Lacerda para as demais providências.a
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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