Mato Grosso

Polícia Civil detém suspeitos de alvejar pai e filha de quatro anos em Matupá

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um homem de 23 anos e apreendeu um adolescente, de 17, nesta sexta-feira (13.2), por suspeita de envolvimento na tentativa de homicídio contra um jovem de 22 anos, no bairro União, em Matupá, na última quarta-feira (11.2). O crime também deixou a filha da vítima, uma criança de apenas quatro anos, ferida.

A tentativa de homicídio ocorreu por volta das 16h30, quando dois homens em uma motocicleta Honda Bros branca passaram pela rua da casa da família e, na sequência, efetuaram tiros contra a vítima. Um dos disparos acertou a região do tórax e transfixou o corpo, das costas para o peito, do jovem, que é cadeirante.

A vítima estava na área da frente da casa, assim como a filha de quatro anos, que acabou atingida de raspão na região do pescoço por um dos disparos.

A Polícia Civil foi acionada e, quando chegou ao local, encontrou as vítimas alvejadas e conscientes. Como a ambulância da rede municipal poderia demorar, os policiais da Delegacia de Matupá colocaram as vítimas na viatura e as transportaram para o Hospital Municipal, sob escolta de outra viatura.

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As vítimas foram entregues na unidade médica, e o jovem foi submetido a um procedimento cirúrgico, ficando sob cuidados médicos.

Prisão

As investigações e as buscas pelos suspeitos foram iniciadas imediatamente. A equipe da Delegacia de Matupá identificou que os suspeitos estavam escondidos na região do Setor Industrial da cidade.

Um dos suspeitos, de 23 anos, foi localizado na tarde desta sexta-feira (13.2). Ao ver os policiais, ele tentou fugir, mas acabou detido. Questionado, confessou o crime e relatou que seu papel havia sido pilotar a motocicleta.

O segundo suspeito, de 17 anos, foi localizado em uma quitinete no bairro União. Ele também confessou sua participação no crime e alegou que a motivação foram conflitos entre facções criminosas.

“A rápida atuação no socorro às vítimas e o trabalho investigativo contínuo demonstram o compromisso da Polícia Civil de Matupá no combate aos crimes contra a vida, reafirmando que ações violentas dessa natureza recebem resposta imediata, técnica e incansável”, afirmou o delegado Emerson Marques Lima.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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