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Polícia Civil esclarece feminicídio de gestante e prende acusado pelo crime em Juscimeira

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Juscimeira (160 km de Cuiabá), prendeu, nesta segunda-feira (28.4), dentro da Operação Verdade Oculta, um homem, de 50 anos, acusado de assassinar a jovem Elaine Rosa Araújo, 25 anos, que foi encontrada morta no dia 8 de abril, próxima à margem da MT-373, em Juscimeira (160 km de Cuiabá).

Elaine estava gestante de 12 semanas quando foi assassinada. Ela saiu de casa, no dia 6 de abril, dizendo que iria na vizinha e não foi mais vista. Ela foi encontrada morta dois dias depois, em uma área de mata, nos fundos de um balneário, próximo à MT-373. A bicicleta dela estava próximo ao local, no acostamento da rodovia, escondida na mata.

Logo após o crime, o delegado de Juscimeira, José Ramon Leite, deu início às investigações do caso. A hipótese de suicídio foi descartada rapidamente, pois era incompatível com as evidências encontradas, o que foi comprovado pelo laudo de necrópsia, que apontou que a vítima foi morta por asfixia mecânica provocada por terceiro. A gestação de 12 semanas também foi comprovada no laudo.

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As investigações apontaram que Elaine e o suspeito viviam um relacionamento extraconjugal há mais de um ano, que levou à gravidez da vítima. Poucos dias antes do homicídio, vítima e suspeito procuraram uma farmácia da cidade em busca de um medicamento que provocasse aborto.

Na data do homicídio, a última pessoa a ter contato com Elaine foi o suspeito, tanto por telefone como presencialmente. Diante dos indícios, o delegado José Ramon Leite representou pela prisão temporária do suspeito, que foi decretada pela Justiça.

“Tudo indica que a motivação foi interromper a gravidez, para ocultar um caso extraconjugal”, afirmou o delegado José Ramon.

Operação Verdade Oculta

Foram realizadas diversas diligências em busca do investigado, que se escondeu em diversas cidades do Estado. Na sexta-feira (25.4), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Juscimeira, deflagrou a Operação Verdade Oculta, que intensificou as buscas pelo suspeito.

Nesta segunda-feira (28.4), ele se entregou na Delegacia de Jaciara e teve o mandado de prisão cumprido.

“Ele foi interrogado e, apesar de não assumir a prática do crime, admitiu que ligou para a vítima e esteve com ela no horário do desaparecimento e em local próximo ao que o corpo foi localizado. Ele insinuou que ela insistiu que iria para um sítio resolver um problema, que iria para o ‘tudo ou nada’”, contou o delegado José Ramon.

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O suspeito deverá ser indiciado por fraude processual e feminicídio majorado, visto que Elaine estava gestante, era portadora de doença psíquica e o crime foi praticado por meio cruel e que impossibilitou a defesa da vítima. As penas somadas podem chegar a mais de 60 anos de prisão.

O nome da operação, Verdade Oculta, foi escolhido devido ao suspeito ter tentado simular que o crime se tratava de um suicídio.

As investigações e diligências contaram com apoio da Delegacia de Polícia de Jaciara, Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Rondonópolis, Delegacia de Polícia de Primavera do Leste e DHPP de Cuiabá.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

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Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

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O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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