Mato Grosso

Polícia Civil indicia padrasto por estupro de vulnerável e maus-tratos contra crianças em Confresa

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A Polícia Civil concluiu, nesta sexta-feira (22.5), o inquérito policial que apurou crimes de estupro de vulnerável e maus-tratos praticados contra crianças e adolescentes, em Confresa. A investigação foi conduzida pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher e Vulneráveis da delegacia do município e resultou no indiciamento de um homem pelos crimes apurados, além da responsabilização da mãe das vítimas por omissão imprópria.

O trabalho investigativo foi concluído em cinco dias, após intensa coleta de elementos probatórios, depoimentos, relatórios técnicos, exames periciais e diligências realizadas pela equipe policial desde o registro da ocorrência, no último sábado (18.5).

As investigações apontaram que uma jovem, atualmente com 19 anos, sofria abusos sexuais cometidos pelo padrasto desde os quatro anos de idade. Conforme apurado, os crimes ocorreram de forma contínua, mediante ameaças, agressões físicas e intimidação.

Além da violência sexual, os policiais identificaram um cenário de graves violações contra os demais filhos da família, incluindo duas crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbal, de 6 e 11 anos.

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Relatórios técnicos, oitivas e exames apontaram que as vítimas viviam em situação severa de negligência, com privação de alimentos, ausência de medicamentos básicos, agressões físicas recorrentes e condições extremas de insalubridade dentro da residência.

Durante as diligências iniciais, a equipe policial também realizou a prisão em flagrante do principal investigado por posse ilegal de arma de fogo e munições. Na ação, foram apreendidas armas de fogo, munições de diversos calibres e armamento mantido em local de fácil acesso dentro da residência, expondo as crianças a risco iminente.

Mesmo após a liberação do investigado em audiência de custódia pelos crimes relacionados às armas, a Polícia Civil deu continuidade às investigações dos crimes de natureza sexual e violência doméstica, concluindo o inquérito policial dentro do prazo de cinco dias.

Com base nas provas reunidas, a autoridade policial indiciou o padrasto pelos crimes de estupro de vulnerável, de forma continuada, e maus-tratos. Já a mãe das vítimas foi indiciada por estupro de vulnerável e maus-tratos na modalidade omissão imprópria, uma vez que as investigações apontaram que ela tinha conhecimento das violências praticadas e deixou de agir para proteger os filhos.

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Para garantir a integridade física e psicológica das vítimas, foram representadas medidas protetivas de urgência, já deferidas pelo Poder Judiciário, proibindo qualquer aproximação dos investigados.

Os autos do inquérito policial foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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