A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (16.03), a Operação Erínias, com o objetivo de cumprir um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão contra um empresário, de 28 anos, investigado por um homicídio ocorrido na região da Vila Santo Antônio, em Rondonópolis, no dia 01 de março deste ano.
A vítima, Jozias dos Santos Lima, de 56 anos, estava em frente a um estabelecimento comercial quando um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou diversos disparos de arma de fogo. Ele vítima era pessoa em situação de rua e morreu ainda no local, sem qualquer possibilidade de defesa.
Logo após o crime, a equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis iniciou diligências investigativas, com levantamento de informações e análise de elementos probatórios, que possibilitaram identificar o autor do homicídio, proprietário do estabelecimento localizada em frente ao local onde a vítima foi morta.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado e pela expedição de mandados de busca e apreensão, medidas que foram deferidas pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.
Na manhã desta segunda-feira (16.03), as equipes da DHPP Rondonópolis deram cumprimento às ordens judiciais, localizando e prendendo o suspeito em sua residência, no bairro Parque Universitário.
Durante as buscas, foram apreendidos um revólver calibre .38, nove munições, dois aparelhos celulares e uma motocicleta Honda Bros, objetos compatíveis com os utilizados no crime. Em razão da arma encontrada, o investigado também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Durante o interrogatório formal, o investigado confessou a autoria dos disparos. Segundo relatou, sua conveniência teria sido arrombada recentemente, ocasião em que diversos produtos foram subtraídos.
Na noite do crime, ao visualizar pelas câmeras de monitoramento que a vítima estava deitada em frente ao estabelecimento, afirmou ter acreditado que o local poderia ser novamente alvo de furto. Diante disso, deslocou-se até o local e efetuou os disparos que resultaram na morte da vítima.
O inquérito policial segue em andamento e deverá ser concluído no prazo legal de 10 dias, quando o investigado será indiciado por homicídio qualificado.
A operação recebeu o nome “Erínias”, em referência às divindades da mitologia grega Alecto, Megera e Tisífone, associadas à justiça punitiva, simbolizando a atuação firme da Polícia Civil na elucidação de crimes contra a vida e responsabilização de seus autores.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, entre os dias 8 e 12 de junho, a primeira fase da Operação Incarceratus de 2026, que resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão preventiva contra investigados por diversos crimes. A ação reforça o trabalho de repressão qualificada e combate à atuação de criminosos no Estado.
A operação, realizada com base em levantamentos realizados pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) ocorreu dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) e da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, resultando no cumprimento de mandados de prisão contra criminosos que já se encontram no sistema prisional.
Entre os alvos estão criminosos, que embora já sentenciados, possuem novas ordens de prisão decretadas por crimes graves como homicídio, infanticídio, roubo, associação criminosa, estupro de vulnerável, tráfico de drogas e estelionato.
A estratégia impede que detentos prestes a receber liberdade condicional ou progressão de regime retornem às ruas caso possuam pendências judiciais em outros processos. A delegada titular da Polinter, Sílvia Pauluzi de Siqueira, ressaltou que o levantamento minucioso das equipes permitiu identificar as ordens judiciais em aberto.
“Os policiais civis dedicaram por semanas com foco na identificação dos mandados contra criminosos que praticaram os mais variados delitos e que estão prestes a receber a liberdade condicional, mas que respondem a outros processos e tiveram novas prisões decretadas”, explicou a delegada.
Inteligência e Colaboração
O trabalho de investigação foi realizado em parceria com as Diretorias de Inteligência, Metropolitana e do Interior, reforçando a importância da atribuição estadual da Polinter no cumprimento dessas ordens judiciais, que visam o fortalecimento da segurança pública.
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