Um criminoso envolvido em diversos furtos na região norte de Mato Grosso, dentre eles de uma carga de salmão que foram oferecidos em restaurantes de Cuiabá, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na quarta-feira (29.1), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop.
O criminoso estava com o mandado de prisão decretado pela Justiça, sendo apontado como autor de, pelo menos, três furtos ocorridos em Sinop, com prejuízo de mais de R$ 30 mil às vítimas. A captura do suspeito foi realizada em Cuiabá.
Dentre os crimes praticados pelo investigado estão o furto de motos elétricas (scooter), o furto de um carregamento de salmão com alto valor comercial e o furto de um veículo de carga tipo reboque.
Destinação dos bens furtados
As investigações realizadas pela Derf de Sinop, com apoio do Núcleo de Inteligência da Regional, apontaram que no caso do furto da carga de salmão, criminosos furtaram previamente um reboque, utilizado para o transporte da mercadoria, e em seguida arrombaram o baú do caminhão, subtraindo dez caixas do produto.
Posteriormente, a mercadoria foi levada para Cuiabá com a finalidade de revenda, inclusive com indícios de oferta do produto a restaurantes da capital. Parte da carga chegou a ser recuperada em ação policial realizada em Cuiabá.
Já em relação aos furtos de motos elétricas, apurou-se que os veículos foram colocados na carroceria de uma caminhonete com placa adulterada e transportados para a região metropolitana de Cuiabá.
Prisão
Após levantamentos que indicaram que o investigado estaria foragido na capital do Estado, os policiais da Derf se deslocaram de Sinop até Cuiabá, onde localizou o suspeito em uma residência situada no bairro Novo Terceiro, onde foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva.
Segundo o delegado da Derf de Sinop, Thiago Berger, responsável pelas investigações, a prisão é resultado de trabalho investigativo contínuo, com análise de imagens, cruzamento de dados e cooperação entre unidades.
“A prisão do criminoso reforça o compromisso institucional no combate aos crimes patrimoniais e na responsabilização de autores que atuam de forma itinerante entre os municípios”, disse o delegado
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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