Mato Grosso

Polícia Civil prende homem que enviava ameaças para ex por meio de Pix

Publicado

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá cumpriu, nesta segunda-feira (24.2), um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 21 anos, que descumpriu medidas protetivas de urgência e voltou a se aproximar e ameaçar a ex-companheira, de 22 anos.

As medidas protetivas foram deferidas pelo Poder Judiciário a pedido da vítima, que rompeu o relacionamento após o suspeito agredi-la severamente com socos na cabeça e um mata-leão.

No entanto, o investigado não aceitou o término e passou a enviar transferências via Pix de R$ 0,01 e R$ 0,05 com mensagens ameaçadoras para a vítima, dizendo que iria matá-la e também à pessoa que ela mais amava.

Não satisfeito, o homem começou a passar diversas vezes na frente da casa da vítima com sua motocicleta.

Diante da gravidade do caso, a delegada Vanessa Aguiar representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça. Com o mandado judicial, a equipe de investigadores da DEDM prendeu o suspeito.

Leia mais:  "Bombeiro de MT é o mais capacitado para atuar no Pantanal porque conhece a realidade do bioma", afirma deputado Carlos Avallone

A delegada Judá Marcondes frisou a importância de as mulheres não se calarem ao primeiro sinal de violência. “Solicitem medidas protetivas e, se houver descumprimento, registre o ocorrido para que o agressor seja preso”, instruiu a delegada titular da Delegacia da Mulher de Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Programa do TRE-MT forma 32 alunos e reforça inclusão social por meio da alfabetização

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Sedec e Imac orientam empresários sobre incentivos oferecidos pelo Governo de MT na Norte Show

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana